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Dólar sobe a R$ 5,85 com temor de recessão nos EUA

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10) com uma alta de 1,06%, sendo cotado a R$ 5,852. Essa valorização representa a maior alta desde maio deste ano, quando a moeda norte-americana atingiu a marca de R$ 5,90. Esses números, que podem causar preocupação para alguns, são vistos de forma positiva pelos especialistas do mercado financeiro.

O principal motivo que levou à alta do dólar foi a divulgação dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que mostraram uma recuperação surpreendente. A economia norte-americana criou 1,4 milhão de empregos em agosto, superando as expectativas dos analistas. Isso fortaleceu a perspectiva de uma recuperação mais rápida da maior economia do mundo, o que aumentou a demanda pela moeda americana.

Além disso, a incerteza em torno da situação política e econômica do Brasil também tem contribuído para a valorização do dólar. A falta de uma definição sobre a aprovação do Renda Cidadã, novo programa social do governo, e a preocupação com o teto de gastos do país têm feito com que os investidores busquem a segurança do dólar.

No entanto, é importante ressaltar que essa alta do dólar não deve ser vista com desespero ou preocupação. Pelo contrário, ela pode trazer oportunidades para os investidores, principalmente para aqueles que já possuem uma reserva em moeda estrangeira ou que estão pensando em realizar uma viagem internacional.

Para os investidores, essa é uma excelente oportunidade para diversificar a carteira e aproveitar a desvalorização do real frente ao dólar. Além disso, é importante lembrar que as oscilações no mercado cambial são normais e fazem parte do jogo do mercado financeiro. O importante é estar sempre atento às oportunidades e ter uma estratégia bem definida.

Para quem pretende viajar para o exterior, essa alta do dólar também pode oferecer oportunidades interessantes. É possível, por exemplo, comprar a moeda americana aos poucos, fazendo compras programadas ao longo do tempo. Isso ajuda a reduzir os riscos da volatilidade do mercado e permite aproveitar as diferentes cotações ao longo do período.

É importante lembrar que, apesar da alta do dólar, o Banco Central continua atuando no mercado cambial com seu programa de swap cambial, que consiste na troca de contratos de dólar por contratos de juros. Essa medida tem como objetivo manter a liquidez do mercado e evitar uma valorização excessiva da moeda norte-americana.

Além disso, o cenário externo também pode trazer boas notícias para o Brasil. A recuperação da economia americana, por exemplo, pode ter impactos positivos no comércio entre os dois países e, consequentemente, na economia brasileira. Além disso, a expectativa de uma vacina contra a Covid-19 e a retomada gradual das atividades econômicas em todo o mundo também são fatores que podem ajudar na valorização do real.

Por fim, é importante destacar que o dólar ainda está em um patamar baixo se comparado com os últimos anos. Em 2015, por exemplo, a moeda americana chegou a ser cotada a quase R$ 4,00. Ou seja, ainda há margem para uma possível queda do dólar e, para isso, é essencial que o Brasil continue seguindo uma agenda de reformas e investimentos, visando a retomada do crescimento econômico.

Em resumo, a alta do dólar comercial pode ser encarada como uma oportunidade para os investidores e uma chance de diversificação de carteira. Além disso, para os viajantes, a estratégia de compra programada pode ajudar a reduzir os risc

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