No dia 30 de outubro de 2018, ocorreu em Genebra, na Suíça, a Segunda Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde, organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O evento reuniu líderes internacionais, especialistas em saúde e meio ambiente, organizações não governamentais e a sociedade civil para discutir a preocupante situação da poluição do ar e seus impactos na saúde humana.
Com o tema “Para dizer ‘chega'”, a conferência teve como objetivo principal chamar a atenção para a urgência de ações concretas para enfrentar o problema da poluição do ar e seus efeitos devastadores na saúde das pessoas. Segundo dados divulgados pela OMS, cerca de 7 milhões de pessoas morrem anualmente devido a doenças relacionadas à poluição do ar, sendo 9 em cada 10 mortes registradas em países de baixa e média renda.
Na América Latina, a situação também é alarmante. De acordo com a OMS, aproximadamente 367 mil pessoas morrem todos os anos na região devido à poluição atmosférica. Os principais responsáveis por essa tragédia são os gases tóxicos emitidos pela queima de combustíveis fósseis, como o dióxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre e as partículas finas que penetram nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando diversas doenças respiratórias e cardiovasculares.
Além dos impactos diretos na saúde, a poluição do ar também causa danos econômicos e sociais. A OMS estima que os custos globais com a poluição atmosférica ultrapassam os US$ 5 trilhões por ano, o equivalente a 7,5% da economia mundial. Esses gastos estão relacionados ao tratamento de doenças, perda de produtividade e danos ambientais.
Diante de uma realidade tão grave, é imprescindível que governos, empresas e a sociedade em geral se unam em prol de soluções efetivas para combater a poluição do ar. Durante a conferência, foram discutidas medidas como a promoção de fontes de energia limpa e renovável, o incentivo ao transporte sustentável, a redução das emissões de poluentes dos setores industriais e o investimento em tecnologias de filtragem de ar.
Além disso, é fundamental que haja um comprometimento em nível global para enfrentar esse desafio. A Segunda Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde contou com a participação de líderes políticos de diversos países, que se comprometeram a tomar medidas concretas para reduzir a poluição atmosférica e proteger a saúde de suas populações.
O Brasil também participou do evento, representado pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Durante seu discurso, ele destacou as ações do governo brasileiro para combater a poluição do ar, como o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar, que monitora a qualidade do ar em todo o país, e o Programa de Combate às Queimadas e Incêndios Florestais, que visa reduzir as emissões de poluentes decorrentes dessas atividades.
Além disso, Occhi anunciou o lançamento de um novo programa de controle de emissões veiculares, que promoverá a renovação da frota de veículos movidos a diesel e a utilização de combustíveis menos poluentes. Essas iniciativas são importantes para melhorar a qualidade do ar nas cidades brasileiras e garantir a saúde da população.
A Segunda Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde foi um marco na luta contra esse grave problema que afeta não só a saúde, mas também o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida das pessoas. A partir dos debates e compromiss

