Paulo Almeida, assessor da direção da empresa ligada à cerâmica e vice-presidente da Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria (APICER), é um grande defensor do uso de energias renováveis na indústria. Recentemente, ele expressou sua confiança no impacto positivo que o biometano pode ter para indústrias energeticamente intensivas.
O biometano é um tipo de gás natural renovável produzido a partir da biomassa, como resíduos agrícolas e de alimentos, e pode ser utilizado como combustível para produção de energia. É uma alternativa limpa e sustentável ao gás natural fóssil, pois reduz as emissões de dióxido de carbono (CO2), principal responsável pelo aquecimento global.
Almeida acredita que o biometano pode ser uma solução viável para a indústria cerâmica, que é conhecida por ser uma das mais intensivas em energia. Ele destaca que essa indústria é responsável por uma parcela significativa das emissões de gases de efeito estufa em Portugal e, portanto, é crucial que se adote medidas para reduzi-las.
Com a crescente preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de reduzir as emissões de carbono, o biometano surge como uma alternativa promissora. Além de ser uma fonte de energia renovável, ele também pode ajudar as indústrias energeticamente intensivas a reduzir seus custos com energia.
Almeida ressalta que a produção de biometano não requer grandes investimentos em infraestrutura, pois pode ser produzido a partir de resíduos que já existem na indústria ou na agricultura. Isso significa que as empresas não precisam mudar completamente sua estrutura para adotar essa fonte de energia.
Além disso, o biometano é uma fonte de energia versátil, podendo ser utilizado em processos industriais, como na queima de fornos na produção de cerâmica, ou como combustível para veículos. Isso pode ser interessante para as empresas que buscam diversificar suas fontes de energia e diminuir sua dependência de combustíveis fósseis.
A APICER, representante do setor cerâmico em Portugal, também está engajada na promoção do uso do biometano na indústria. Através de parcerias e programas de incentivo, a associação tem trabalhado para conscientizar as empresas sobre os benefícios dessa fonte de energia e auxiliá-las na transição para seu uso.
Para Almeida, a adoção do biometano pela indústria cerâmica não só trará benefícios ambientais, mas também econômicos. Com a redução dos custos de energia, as empresas podem se tornar mais competitivas no mercado global, além de melhorarem sua imagem perante os consumidores, que estão cada vez mais preocupados com a sustentabilidade das empresas.
O vice-presidente da APICER lembra ainda que o setor cerâmico é responsável por uma grande quantidade de empregos em Portugal e que a adoção do biometano pode contribuir para a criação de novas oportunidades de trabalho. Com a necessidade de desenvolver e implementar novas tecnologias para a produção de biometano, há um potencial para a geração de empregos qualificados nesse setor.
Em resumo, Paulo Almeida acredita que o biometano pode ter um impacto extremamente positivo para a indústria cerâmica e outras indústrias energeticamente intensivas em Portugal. Além de ser uma fonte de energia limpa e renovável, sua utilização pode trazer benefícios econômicos e sociais, tornando as empresas mais competitivas e sustentáveis. É hora de olhar para o futuro e adotar alternativas mais sustentáveis para
