No último dia 10 de setembro, o conselheiro da Portuguesa, Daniel Gil Gomes, acionou a Justiça para anular a votação da ata que permitiu a criação da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do clube. Segundo Gomes, a votação precisava de chancela do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) e, por isso, a Assembleia Geral que aprovou a criação da SAF deveria ser anulada.
A decisão de Gomes gerou grande repercussão entre os torcedores da Lusa, que se dividiram entre aqueles que apoiavam a criação da SAF e os que defendiam a anulação da votação. Mas afinal, o que significa essa ação do conselheiro e qual a importância dela para o futuro do clube?
Para entendermos melhor a situação, é preciso voltar um pouco no tempo. Em 2016, a Portuguesa passou por uma grave crise financeira que culminou na perda de seu estádio, o Canindé, e na queda para a Série D do Campeonato Brasileiro. Desde então, o clube vem buscando alternativas para se reerguer e voltar a ser uma potência no futebol brasileiro.
Uma dessas alternativas foi a criação da SAF, que tem como objetivo principal captar investimentos para o clube através da venda de ações. A ideia é que, com o dinheiro arrecadado, a Portuguesa possa investir em infraestrutura, contratação de jogadores e outras áreas necessárias para o desenvolvimento do futebol.
No entanto, a criação da SAF não é uma decisão simples e precisa ser aprovada pelos órgãos competentes do clube. É aí que entra o papel do COF, que é responsável por fiscalizar e orientar as ações da diretoria da Portuguesa. Segundo Daniel Gil Gomes, a votação da ata que aprovou a criação da SAF precisava de chancela do COF, o que não aconteceu.
Diante disso, o conselheiro decidiu acionar a Justiça para anular a votação e, consequentemente, a criação da SAF. Gomes alega que a decisão foi tomada de forma irregular e que a diretoria não seguiu os trâmites necessários para a aprovação da SAF.
A ação de Gomes gerou um grande debate entre os torcedores da Lusa. Enquanto alguns acreditam que a criação da SAF é a única saída para o clube, outros defendem que a decisão precisa ser revista e que o COF deve ter um papel mais ativo nas decisões do clube.
Independentemente do lado em que cada torcedor se posiciona, é importante ressaltar que a ação de Daniel Gil Gomes é um reflexo da paixão e do amor que os torcedores da Portuguesa têm pelo clube. É uma demonstração de que eles estão atentos e preocupados com o futuro da Lusa e que querem o melhor para o time.
Além disso, a ação também mostra que a Portuguesa está em um momento de transição e que é preciso que todos os envolvidos no clube trabalhem juntos para que ele volte a ser uma potência no futebol brasileiro. É necessário que haja diálogo e transparência em todas as decisões, para que o clube possa crescer de forma sustentável e com o apoio de sua torcida.
Independentemente do desfecho dessa ação, o mais importante é que a Portuguesa continue lutando e buscando alternativas para se reerguer. O clube tem uma história rica e uma torcida apaixonada, que merecem ver a Lusa novamente brilhando nos gramados.
Que essa ação do conselheiro Daniel Gil Gomes sirva como um alerta para que todos os envolvidos no




