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Tribunal deu razão aos sindicatos da banca contra o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas

O Decreto-Lei n.º 19/13, de 06 de fevereiro de 2013, tem sido alvo de muita discussão e polêmica no setor bancário. Isso porque, com a sua aprovação, os trabalhadores do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) foram afastados da aplicação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Setor Bancário, passando a serem regidos pelo regime da função pública.

Essa decisão contrariou uma prática que vinha sendo adotada há anos e gerou muitas dúvidas e insatisfação entre os trabalhadores do IFAP. No entanto, é importante entendermos o contexto em que essa mudança foi feita e quais foram as motivações por trás dela.

O IFAP é um organismo do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, responsável por gerir os fundos comunitários destinados ao setor agrícola e das pescas. Como tal, é considerado um órgão da Administração Pública e, por isso, seus trabalhadores são regidos pelo regime da função pública.

No entanto, durante muitos anos, os trabalhadores do IFAP eram abrangidos pelo ACT do Setor Bancário, que lhes garantia condições mais favoráveis em termos de remuneração e benefícios. Essa prática foi sendo mantida, mesmo após a criação do Estatuto do Pessoal do IFAP em 2009, que previa a aplicação do regime da função pública aos seus trabalhadores.

Com o passar do tempo, essa situação foi sendo questionada e, em 2013, o Governo decidiu alterar a legislação e afastar os trabalhadores do IFAP da aplicação do ACT do Setor Bancário. Essa decisão foi justificada com o argumento de que o IFAP é um órgão da Administração Pública e, portanto, seus trabalhadores devem ser regidos pelo mesmo regime dos demais funcionários públicos.

No entanto, essa mudança gerou muita controvérsia e descontentamento entre os trabalhadores do IFAP. Muitos alegaram que o ACT do Setor Bancário lhes garantia melhores condições de trabalho e que a aplicação do regime da função pública representaria uma perda significativa em seus salários e benefícios.

Além disso, a decisão também foi criticada por sindicatos e associações de trabalhadores, que argumentaram que a alteração foi feita sem qualquer tipo de diálogo ou negociação com as partes envolvidas. Isso gerou um clima de tensão e desconfiança entre os trabalhadores e a entidade empregadora.

No entanto, é importante ressaltar que a mudança no regime de trabalho dos funcionários do IFAP não foi uma decisão arbitrária. Ela foi baseada em uma análise jurídica e administrativa, que considerou o IFAP como um órgão da Administração Pública e, portanto, sujeito às mesmas regras e condições de trabalho dos demais funcionários públicos.

Além disso, é importante destacar que, apesar da mudança no regime de trabalho, os trabalhadores do IFAP continuam a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do setor agrícola e das pescas em Portugal. Seu trabalho é essencial para garantir a gestão eficiente dos fundos comunitários e contribuir para o crescimento e desenvolvimento desses setores.

Portanto, é necessário que haja um diálogo aberto e transparente entre os trabalhadores do IFAP e a entidade empregadora, de forma a encontrar soluções que atendam às necessidades de ambas as partes. É preciso que haja um esforço conjunto para garantir que os trabalhadores sejam valorizados e tenham

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