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Novo consignado privado soma R$ 8 bi em empréstimos, diz secretário da Fazenda

Nos últimos anos, o Brasil tem passado por diversas crises econômicas que afetam diretamente a vida financeira da população. Com o aumento do desemprego e a redução do poder de compra, muitas pessoas acabam recorrendo a empréstimos e cartões de crédito para suprir suas necessidades básicas. No entanto, uma pesquisa recente revelou que entre 60% e 70% dos créditos concedidos aos trabalhadores são utilizados para a renegociação de dívidas.

A renegociação de dívidas é um processo comumente utilizado por aqueles que se encontram em situação financeira apertada. Consiste em buscar um acordo com as instituições financeiras para ajustar as parcelas e prazos de pagamentos, de acordo com a capacidade de pagamento do devedor. Essa é uma forma de manter o nome limpo e evitar a negativação nos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.

Segundo dados do Banco Central, o volume de crédito renegociado no primeiro semestre de 2021 chegou a quase R$ 20 bilhões, um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso mostra que, apesar de ser uma solução temporária, a renegociação de dívidas tem sido uma alternativa muito utilizada pelos brasileiros para tentar equilibrar as finanças.

Uma das principais causas que levam as pessoas a recorrerem à renegociação de dívidas é o desemprego. Com a perda do emprego, muitos não conseguem arcar com os compromissos financeiros assumidos anteriormente e acabam se endividando. Além disso, a pandemia de Covid-19 também teve um impacto significativo, com muitas pessoas tendo que lidar com a redução de salários e a incerteza quanto ao futuro.

Outro fator que contribui para a alta demanda por renegociações é o crescente endividamento das famílias brasileiras. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a proporção de famílias com dívidas atingiu o maior nível desde 2010, chegando a 72,9% em julho de 2021. Esses dados refletem a dificuldade que muitos brasileiros enfrentam para equilibrar o orçamento e cumprir com os compromissos financeiros.

Apesar de ser uma medida paliativa, a renegociação de dívidas pode ser uma saída para aqueles que estão em situação financeira delicada. Ao buscar um acordo com as instituições financeiras, é possível ajustar as parcelas de acordo com a renda mensal e evitar a inadimplência. Além disso, a renegociação pode trazer algumas vantagens, como redução de juros e multas, o que torna o pagamento da dívida mais acessível.

É importante ressaltar que, para evitar a necessidade de renegociar dívidas, é preciso ter controle financeiro e evitar gastos desnecessários. Ter um planejamento financeiro é fundamental para evitar o endividamento e manter as finanças em dia. Além disso, é essencial ter uma reserva de emergência para lidar com imprevistos e não depender de empréstimos e cartões de crédito.

Outro ponto importante é buscar alternativas para aumentar a renda, como trabalhos freelancers ou vendas online, por exemplo. Com uma renda extra, é possível quitar as dívidas mais rapidamente e evitar a necessidade de renegociá-las.

Em suma, a renegociação de dívidas é uma realidade para a maioria dos trabalhadores brasileiros. Com a redução do poder de compra e o aumento do endividamento, muitos recorrem a essa

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