Na sociedade atual, a questão da diversidade e da inclusão tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões e debates. Um dos temas mais abordados é a causa LGBT+, que busca promover a igualdade e o respeito às pessoas que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e outras orientações não heteronormativas. E, em meio a esse contexto, um acontecimento em particular ganhou destaque e trouxe uma importante reflexão sobre o posicionamento da igreja católica em relação à comunidade LGBT+: o encontro entre a jornalista brasileira, Giselle Itié, e o papa Francisco.
Em uma entrevista para o programa “Conversa com Bial”, da TV Globo, Giselle relembrou um momento marcante em sua carreira como jornalista. Em 2013, ela teve a oportunidade de entrevistar o papa Francisco durante sua viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude. Na ocasião, ela perguntou sobre a posição da igreja católica em relação à comunidade LGBT+ e, para sua surpresa, recebeu uma resposta que ficou gravada em sua memória até hoje.
Ao relembrar o momento, Giselle compartilhou: “Doze anos se passaram. Quando me transporto para aquela cena no avião, ainda sinto um impacto no meu sistema nervoso daquela fala do papa: ‘Quem sou eu para julgar?’, referindo-se aos homossexuais.” Essa frase simples, mas carregada de significado, ecoou por todo o mundo e trouxe uma nova perspectiva sobre a questão LGBT+ dentro da igreja católica.
Desde então, o papa Francisco tem sido visto como um líder mais aberto e inclusivo, que busca promover a aceitação e o amor ao próximo, independentemente de sua orientação sexual. Em diversas ocasiões, ele tem se posicionado a favor da comunidade LGBT+, afirmando que todos são filhos de Deus e merecem respeito e dignidade.
No entanto, é importante ressaltar que essa não é uma posição oficial da igreja católica. A doutrina da igreja ainda considera a homossexualidade como um pecado, mas o papa Francisco tem buscado uma abordagem mais amorosa e compassiva, condenando a discriminação e a violência contra a comunidade LGBT+.
A declaração do papa Francisco sobre a comunidade LGBT+ também trouxe um grande impacto para os membros da igreja católica que se identificam como LGBT+. Muitos deles se sentiram acolhidos e encorajados a permanecerem na fé, mesmo enfrentando preconceitos e julgamentos dentro de suas comunidades religiosas.
Além disso, a fala do papa Francisco também gerou um diálogo importante sobre a necessidade de uma maior inclusão e aceitação dentro da igreja católica. Afinal, a mensagem central do cristianismo é o amor ao próximo, e isso inclui todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual.
No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que a comunidade LGBT+ seja totalmente acolhida e respeitada dentro da igreja católica. É necessário que haja uma mudança de mentalidade e uma abertura para o diálogo e a compreensão. Afinal, a diversidade é uma das maiores riquezas da humanidade e deve ser celebrada em todas as suas formas.
O encontro entre a jornalista Giselle Itié e o papa Francisco trouxe uma importante reflexão sobre a questão LGBT+ e o papel da igreja católica nesse cenário. E, mais do que isso, trouxe esperança para aqueles que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária. Afinal, como disse o papa Francisco, “quem som

