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BESA: Amílcar Morais Pires diz que Salgado quis segurar Álvaro Sobrinho até ao fim

O ex-braço-direito de Ricardo Salgado, o antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), deu recentemente uma entrevista onde revelou detalhes sobre a saída de Álvaro Sobrinho do Banco Espírito Santo Angola (BESA). Segundo ele, Salgado estava determinado a manter Sobrinho no banco até o fim, mas foi pressionado pelos acionistas angolanos a demiti-lo. Esta declaração levanta questões sobre o papel de Sobrinho no BESA e a sua relação com o ex-banqueiro.

Para entender melhor o contexto, é importante lembrar que o BESA foi fundado em 2002 como uma parceria entre o BES e a família angolana Espírito Santo. Álvaro Sobrinho, um dos principais executivos do BES, foi nomeado presidente do BESA em 2002 e desempenhou um papel fundamental no crescimento do banco. Sobrinho era visto como um dos homens de confiança de Ricardo Salgado e tinha uma forte influência no BESA.

No entanto, em 2014, o BES entrou em colapso devido a uma série de escândalos financeiros e Sobrinho foi acusado de desviar milhões de euros do banco. A situação foi agravada pela crise econômica em Angola, que afetou o desempenho do BESA. Como resultado, os acionistas angolanos pressionaram Salgado a demitir Sobrinho do cargo de presidente do BESA.

Na entrevista, o ex-braço-direito de Salgado afirmou que o ex-banqueiro estava determinado a manter Sobrinho no BESA até o fim. Ele alegou que Salgado acreditava na inocência de Sobrinho e queria protegê-lo dos ataques dos acionistas angolanos. No entanto, a pressão dos acionistas foi muito forte e Salgado acabou cedendo, demitindo Sobrinho do BESA.

Essa revelação levanta questões sobre a relação entre Salgado e Sobrinho. Alguns acreditam que Sobrinho era um protegido de Salgado e que o ex-banqueiro estava disposto a fazer qualquer coisa para protegê-lo. Outros argumentam que Salgado estava apenas tentando proteger a reputação do BES e que a demissão de Sobrinho era inevitável dada a situação financeira do BESA.

Independentemente da motivação de Salgado, a saída de Sobrinho do BESA foi um momento decisivo para o banco. A partir de então, o BESA passou por uma série de mudanças, incluindo a alteração do seu nome para Banco Económico e a entrada de novos acionistas. Atualmente, o banco está sob nova gestão e tem como objetivo recuperar a sua posição no mercado angolano.

Apesar das controvérsias em torno de Sobrinho, é inegável que ele teve um papel importante no crescimento do BESA. Sob a sua liderança, o banco se tornou um dos maiores e mais lucrativos bancos em Angola. No entanto, os escândalos financeiros e a crise econômica colocaram um fim à sua trajetória no BESA.

É importante ressaltar que Sobrinho sempre negou as acusações de desvio de fundos e alegou que foi vítima de uma campanha de difamação. Ele também afirmou que a sua saída do BESA foi uma decisão mútua e que ele não foi demitido por Salgado. No entanto, a entrevista do ex-braço-direito de Salgado coloca em dúvida essas alegações e levanta questões sobre a verdadeira razão por trás da saída de Sobrinho do BESA.

Em conclusão, a entrevista do ex-braço-direito de Salgado trouxe à tona novos

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