João Paulo Almeida, perito em “match fixing” e analista do Observatório Jogo Responsável, é uma das vozes mais importantes quando o assunto é a integridade do desporto. Com uma vasta experiência e conhecimento na área, João Paulo Almeida tem sido uma figura fundamental na luta contra a manipulação de resultados no mundo do desporto. Neste artigo, vamos conhecer o impacto do “match fixing” em Portugal e os números que marcaram o dérbi do século.
O “match fixing” é um fenómeno que tem vindo a ganhar destaque nos últimos anos, principalmente no futebol. Trata-se de uma prática ilegal em que indivíduos ou grupos tentam influenciar o resultado de um jogo, geralmente através de subornos ou ameaças, com o objetivo de obter ganhos financeiros. Esta prática não só afeta a integridade do desporto, como também tem um impacto negativo na economia e na sociedade em geral.
Em Portugal, o “match fixing” tem sido um tema recorrente nos últimos anos. Segundo João Paulo Almeida, o país tem uma posição privilegiada no que diz respeito à integridade desportiva, sendo considerado um exemplo a nível europeu. No entanto, isso não significa que esteja imune a este tipo de práticas. De acordo com o Observatório Jogo Responsável, foram detetados 22 casos de “match fixing” em Portugal entre 2015 e 2019, sendo que o futebol é a modalidade mais afetada.
O dérbi do século entre Benfica e Sporting, que aconteceu em fevereiro deste ano, foi um dos jogos que mais chamou a atenção para o problema do “match fixing” em Portugal. O jogo foi alvo de uma investigação por parte da Polícia Judiciária, que acabou por deter 11 pessoas, entre as quais jogadores, dirigentes e empresários. Este caso mostrou que o “match fixing” não é um problema exclusivo de países com menos recursos ou menos desenvolvidos, mas sim uma realidade que pode acontecer em qualquer lugar.
No entanto, João Paulo Almeida acredita que Portugal está a dar passos importantes para combater este fenómeno. O país tem uma legislação bastante rigorosa nesta matéria e tem vindo a implementar medidas de prevenção e combate ao “match fixing”. Além disso, a criação do Observatório Jogo Responsável, em 2015, tem sido fundamental para monitorizar e analisar a integridade do desporto em Portugal.
Apesar dos esforços, é importante continuar a sensibilizar e educar os atletas, dirigentes e público em geral sobre a importância da integridade no desporto. João Paulo Almeida defende que é necessário criar uma cultura de fair-play e ética desportiva, para que todos estejam conscientes dos riscos e consequências do “match fixing”. Além disso, é fundamental que haja uma cooperação entre as entidades desportivas, as autoridades e as casas de apostas, para que seja possível detetar e punir os casos de manipulação de resultados.
É também importante destacar que o “match fixing” não afeta apenas o futebol, mas também outras modalidades desportivas. Por isso, é necessário estar atento e continuar a trabalhar para garantir a integridade de todas as competições desportivas em Portugal.
Em conclusão, Portugal tem feito um bom trabalho no combate ao “match fixing”, mas é necessário continuar a trabalhar para manter a integridade do desporto no país. A colaboração entre as entidades desportivas, as autoridades e as casas de apostas é fundamental para prevenir e combater este fenómeno. É importante que todos estejam conscientes dos riscos e consequências do “match fixing” e que sejam promovidos valores de fair-play e ética desportiva. Só assim será possível garant




