O ano de 2020 foi marcado por uma série de eventos que nos fizeram repensar o mundo em que vivemos. Desde uma pandemia global até protestos contra a injustiça social, estamos sendo forçados a encarar nossas vidas e nossas sociedades de uma forma completamente diferente. E em meio a tudo isso, um outro assunto surgiu e gerou muita controvérsia: a possibilidade de mobilizar militares em solo americano.
Essa proposta foi levantada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, em um discurso no início de junho, afirmou que poderia mobilizar militares para conter os inúmeros protestos que aconteciam em várias cidades do país. Essa afirmação causou um grande alvoroço entre políticos, líderes militares e a população em geral. E um dos mais fervorosos opositores a essa ideia foi o governador da Califórnia, Gavin Newsom.
Em uma declaração contundente, Newsom disse: “Eles não deveriam ser mobilizados em solo americano, enfrentando seus próprios compatriotas para realizar a fantasia insana de um presidente ditatorial”. E essa frase resume muito bem a preocupação e a indignação de muitos diante dessa proposta.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a utilização do Exército em solo doméstico é uma medida extrema e que deve ser evitada ao máximo. Os militares são treinados para defender o país de ameaças externas e não para conter manifestações e protestos. Eles não têm o treinamento ou a preparação adequados para lidar com civis em situações de conflito.
Além disso, devemos lembrar que nos Estados Unidos, assim como em muitos outros países, existe a separação entre as esferas civil e militar. Em uma democracia, é fundamental que a população possa exercer seu direito de se manifestar e protestar contra injustiças sem medo de ser reprimida pelo Estado. A utilização do Exército para conter protestos é uma forma de silenciar vozes dissidentes e violar esse princípio democrático.
Mas o que mais preocupa é o fato de que a proposta de mobilizar militares em solo americano vem de um presidente que já demonstrou diversas vezes uma postura autoritária e antidemocrática. A medida seria um grande passo para transformar os Estados Unidos em um estado de exceção, onde a vontade de um único indivíduo prevalece sobre as leis e a Constituição. Isso é algo extremamente perigoso e que pode abrir um precedente perigoso para o futuro.
E é por isso que a declaração de Newsom é tão importante. Ao se posicionar de forma contundente contra essa ideia, o governador não apenas defende os princípios democráticos e a Constituição americana, mas também mostra que não irá se deixar intimidar por ameaças e posturas autoritárias. Ele representa a voz de muitos outros líderes e cidadãos que também se opõem a essa proposta.
É claro que a situação é complexa e que há muitas questões que precisam ser discutidas e resolvidas. A violência que tem sido vista nos protestos é preocupante e deve ser combatida. Mas não é com o Exército que se resolverá essa questão. É preciso que os governantes e a população unam esforços para encontrar soluções que sejam justas e respeitem os direitos e liberdades individuais.
Nesse momento difícil que o mundo está vivendo, é importante que tenhamos líderes que coloquem os interesses da população em primeiro lugar e que lutem pelo bem comum. E é exatamente isso que Gavin Newsom tem feito. Ele tem se mostrado um líder comprometido com seu povo, protegendo os cidadãos de sua região, mas também dando voz
