O presidente do Health Cluster Portugal (HCP), em entrevista ao programa Conversa Capital da Antena 1 e Jornal de Negócios, abordou um tema que tem gerado preocupação na população: a escassez e rotura de medicamentos nas farmácias. De acordo com o presidente, os baixos preços dos medicamentos genéricos são os principais responsáveis por essa situação, e a nova taxa ambiental não terá impacto significativo na resolução do problema.
Segundo o HCP, a produção de medicamentos genéricos é um negócio pouco lucrativo, o que tem levado muitos produtores a deixarem de produzir e até mesmo a saírem do mercado. Com isso, a oferta desses medicamentos fica comprometida, causando a escassez nas farmácias e dificultando o acesso da população aos tratamentos necessários.
O presidente do HCP ressalta que a nova taxa ambiental, que entrou em vigor recentemente, não é a causa da escassez de medicamentos. Ele afirma que a taxa é apenas mais um fator que contribui para a falta de interesse dos produtores em investir nesse mercado. Além disso, a taxa não é aplicada diretamente nos medicamentos, mas sim nos materiais de embalagem, o que representa apenas uma pequena parcela do custo total de produção.
É importante destacar que os medicamentos genéricos são uma alternativa mais acessível para a população, já que possuem preços mais baixos em comparação com os medicamentos de marca. No entanto, essa vantagem pode se tornar um problema quando os preços são tão baixos que não cobrem os custos de produção, inviabilizando o negócio para os produtores.
O presidente do HCP também ressalta que a escassez de medicamentos não é um problema exclusivo de Portugal, mas sim um desafio global. Países como a França, Espanha e Itália também enfrentam dificuldades na oferta de medicamentos genéricos devido aos baixos preços praticados no mercado.
Diante desse cenário, é necessário que sejam tomadas medidas para garantir a sustentabilidade do mercado de medicamentos genéricos. O HCP sugere que seja feita uma revisão dos preços praticados, levando em consideração os custos de produção e permitindo uma margem de lucro justa para os produtores. Além disso, é preciso incentivar a inovação e o desenvolvimento de novos medicamentos genéricos, para que haja uma maior diversidade de produtos disponíveis no mercado.
O presidente do HCP também destaca a importância de uma maior colaboração entre os diferentes agentes do setor da saúde, como os produtores, distribuidores, farmácias e entidades reguladoras. A união de esforços é fundamental para encontrar soluções efetivas para a escassez de medicamentos.
É importante ressaltar que a escassez de medicamentos pode ter consequências graves para a saúde da população. Muitas vezes, os medicamentos genéricos são a única opção de tratamento para determinadas doenças, e a falta deles pode comprometer a qualidade de vida e até mesmo a sobrevivência dos pacientes.
Portanto, é necessário que sejam tomadas medidas urgentes para garantir o abastecimento de medicamentos nas farmácias. A revisão dos preços dos medicamentos genéricos é um passo importante, mas é preciso também investir em políticas que incentivem a produção e a inovação nesse mercado. Além disso, é fundamental que haja uma maior transparência e diálogo entre todos os envolvidos, para que juntos possamos encontrar soluções sustentáveis para esse problema.
O presidente do HCP encerra a entrevista com uma mensagem positiva, afirmando que acredita que, com o esforço conjunto de todos os agentes do setor da saúde, será possível super
