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IA foi usada por agência atômica para justificar ataques ao Irã

Nos últimos anos, a tecnologia tem avançado a uma velocidade impressionante, trazendo consigo inúmeras mudanças em diferentes áreas da sociedade. Um desses avanços é a Inteligência Artificial (IA), que tem sido cada vez mais utilizada em diversas áreas, desde a indústria até a medicina. No entanto, o que muitos não imaginavam é que a IA também poderia ser utilizada em conflitos militares, o que levou o major-general português Agostinho Costa a fazer um alerta preocupante: “É a primeira guerra que podemos dizer que foi iniciada pela IA”.

Costa, que é especialista em assuntos de segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal, fez esta declaração em uma conferência sobre o uso da IA na guerra, realizada recentemente em Lisboa. Segundo ele, a IA está se tornando cada vez mais presente em conflitos armados, seja no desenvolvimento de armas autônomas ou no uso de algoritmos para tomar decisões estratégicas. E isso é algo que deve ser levado em conta pelas forças militares de todo o mundo.

A IA é definida como a capacidade de uma máquina ou sistema de tomar decisões e realizar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana. Com o avanço da tecnologia, as máquinas estão se tornando cada vez mais capazes de aprender, adaptar e tomar decisões por conta própria, o que tem gerado debates éticos e preocupações sobre seu uso em conflitos armados. E é exatamente isso que o major-general Agostinho Costa alertou: a IA está sendo utilizada em conflitos militares e pode ser considerada a primeira guerra iniciada por ela.

Um exemplo disso é o uso de drones autônomos, que são controlados por algoritmos e podem realizar missões militares sem a necessidade de um piloto humano. Esses drones são capazes de identificar e atacar alvos inimigos, sem a intervenção de um ser humano. Além disso, existem sistemas de defesa aérea que utilizam IA para identificar e derrubar aeronaves inimigas, sem a necessidade de um operador humano. Esses são apenas alguns exemplos de como a IA está sendo utilizada em conflitos armados.

No entanto, o uso da IA na guerra também traz preocupações éticas e morais. Afinal, quem é o responsável por decisões tomadas por máquinas? Quem é o culpado por eventuais erros ou danos causados por elas? Essas são questões que precisam ser discutidas e regulamentadas, pois a IA está se tornando cada vez mais presente em conflitos militares e pode trazer consequências imprevisíveis.

Além disso, o uso da IA na guerra também pode gerar um desequilíbrio entre países que possuem essa tecnologia e aqueles que não possuem. Aqueles que não têm acesso a essa tecnologia podem ficar em desvantagem em um conflito, o que pode gerar uma corrida armamentista ainda maior. Por isso, é importante que haja um debate global sobre a utilização da IA em conflitos armados e que sejam estabelecidas regras e limites para seu uso.

No entanto, apesar das preocupações, a IA também pode trazer benefícios para a segurança e a defesa de um país. Ela pode ser utilizada para analisar dados e informações de inteligência, auxiliando na tomada de decisões estratégicas. Além disso, a IA também pode ser utilizada para ajudar na identificação de ameaças e na proteção de fronteiras, o que pode aumentar a segurança de um país.

O major-general Agostinho Costa também destacou a importância de Portugal se preparar para a utilização da IA em conflitos armados. Segundo ele, o país deve investir em tecnologia e em profissionais

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