A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem sido alvo de muitas críticas nos últimos anos, principalmente em relação ao calendário nacional. A falta de espaço para os clubes menores e a concentração de jogos em determinadas épocas do ano são alguns dos principais problemas apontados. No entanto, uma proposta liderada pelo presidente do ASA-AL, Moisés Machado, pode mudar essa realidade e fortalecer as divisões de acesso do futebol brasileiro.
A ideia é criar a Série E, uma nova divisão que seria a quinta do futebol brasileiro, e reformular a Série D a partir de 2027. A proposta visa ampliar o calendário nacional, dando mais espaço para os clubes menores e promovendo uma maior competitividade nas divisões de acesso.
Atualmente, a Série D é disputada por 68 equipes, divididas em 17 grupos de quatro times cada. Com a criação da Série E, o número de clubes participantes seria ampliado para 136, divididos em 34 grupos. Isso significa que mais 68 equipes teriam a oportunidade de disputar uma competição nacional, o que fortaleceria o futebol em diversas regiões do país.
Além disso, a proposta também prevê uma reformulação na Série D. A competição passaria a ser disputada por 68 clubes, divididos em 17 grupos de quatro times cada. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançariam para a fase eliminatória, que seria disputada em sistema de mata-mata. Com isso, a Série D se tornaria mais atrativa e competitiva, com a possibilidade de acesso para a Série C para um número maior de equipes.
A criação da Série E e a reformulação da Série D também trariam benefícios para os clubes que disputam a Série A e B do Campeonato Brasileiro. Com um calendário mais amplo, os times teriam mais tempo para se preparar e descansar entre os jogos, evitando o desgaste físico e técnico que muitas vezes afeta o desempenho das equipes.
Além disso, a proposta também prevê uma maior distribuição de cotas de televisão entre os clubes das divisões de acesso. Atualmente, a Série D recebe apenas 0,5% do total das cotas de TV, enquanto a Série A fica com 50%. Com a reformulação, a Série D passaria a receber 2,5% das cotas, enquanto a Série E ficaria com 1%. Isso garantiria uma maior igualdade financeira entre os clubes e uma maior sustentabilidade para os times menores.
Outro ponto importante da proposta é a criação de uma nova competição, a Copa do Brasil da Série E. O torneio seria disputado pelos campeões de cada grupo da Série E, garantindo uma premiação e visibilidade para os clubes menores. Além disso, a competição também serviria como uma vitrine para os jogadores, que teriam a oportunidade de mostrar seu talento para clubes de divisões superiores.
A proposta liderada pelo presidente do ASA-AL, Moisés Machado, é uma iniciativa que merece ser apoiada e discutida pela CBF. A ampliação do calendário nacional e a reformulação das divisões de acesso trariam benefícios para o futebol brasileiro como um todo. Além disso, a proposta também é uma forma de valorizar e fortalecer os clubes menores, que muitas vezes são esquecidos e prejudicados pelo atual modelo de calendário.
É importante ressaltar que a criação da Série E e a reformulação da Série D não trariam apenas benefícios para os clubes, mas também para os torcedores e para o futebol brasileiro como um todo. Com mais jogos
