A última semana foi marcada por uma forte greve dos trabalhadores da SPdH/Menzies, empresa que presta serviços de assistência em terra para a TAP – Portugal. A paralisação, que teve início na última segunda-feira (29), afetou significativamente o funcionamento dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, gerando transtornos para os passageiros e atrasos nos voos.
Porém, no meio deste caos, uma nova denúncia feita pelo sindicato dos trabalhadores da TAP veio à tona nesta quinta-feira (2). Segundo o comunicado divulgado pelo sindicato, técnicos da própria TAP – Manutenção estariam substituindo os trabalhadores grevistas, realizando uma função que é de responsabilidade da SPdH/Menzies.
Para comprovar a veracidade da denúncia, o sindicato anexou uma notificação interna da operação, emitida nesta mesma manhã, que confirma que “técnicos da TAP – Manutenção estão a substituir trabalhadores grevistas, executando as ‘fonias de saída’ (comunicações críticas entre placa e ‘cockpit’), que são função da SPdH/Menzies”. Ou seja, a própria companhia aérea estaria realizando as tarefas que seriam de responsabilidade da empresa em greve.
Diante dessa grave denúncia, fica evidente que a TAP – Portugal não está cumprindo com suas obrigações e responsabilidades. Além de desrespeitar os trabalhadores grevistas, está colocando em risco a segurança dos voos e dos passageiros. Uma situação que não pode ser ignorada e que deve ser investigada pelas autoridades competentes.
A greve dos trabalhadores da SPdH/Menzies é justa e legítima, pois reivindica melhores condições de trabalho e o cumprimento de direitos básicos, como o pagamento de horas extras e a contratação de mais funcionários. A empresa, por sua vez, alega que as reivindicações são inviáveis de serem cumpridas e que a greve está causando prejuízos ao setor aéreo.
Diante desse impasse, é fundamental que as duas partes cheguem a um acordo que beneficie ambas as partes, sem prejudicar os passageiros e a operação dos aeroportos. A TAP – Portugal deve cumprir com suas responsabilidades e garantir que os serviços prestados pela SPdH/Menzies sejam realizados de forma adequada, sem colocar em risco a segurança e a qualidade dos serviços aos passageiros.
É preciso que a companhia aérea entenda que os trabalhadores são peças fundamentais para o bom funcionamento da empresa e que suas reivindicações são justas e necessárias. Além disso, é importante que a TAP – Portugal se comprometa a não realizar mais substituições de trabalhadores em greve, respeitando o direito de manifestação e de paralisação dos funcionários.
O sindicato dos trabalhadores da TAP também tem um papel importante neste processo, pois deve continuar lutando pelos direitos dos seus representados e denunciando qualquer tipo de irregularidade ou abuso por parte da empresa. O diálogo e a negociação devem ser as principais ferramentas para a resolução deste conflito.
No momento em que o país enfrenta uma crise econômica e política, é fundamental que as empresas e os trabalhadores estejam unidos em busca de soluções que beneficiem a todos. É preciso que haja um esforço conjunto para superar as dificuldades e garantir um futuro melhor para todos.
Por fim, fica o apelo para que a TAP – Portugal e a SPdH/Menzies respeitem os trabalhadores e cumpram com suas responsabilidades, garant




