A liberdade de imprensa é um dos pilares fundamentais da democracia e um direito inalienável de qualquer sociedade. Infelizmente, este direito ainda é constantemente ameaçado em diversos países ao redor do mundo, onde a censura e a repressão intimidam e silenciam aqueles que ousam expressar suas opiniões e buscar a verdade.
Recentemente, a Guiné-Bissau se viu no centro de mais um desses casos, quando decidiu expulsar os jornalistas da Agência Lusa e da TSF, ambos órgãos de comunicação social portugueses. Esta atitude arbitrária e inaceitável gerou uma onda de indignação e preocupação, não apenas em Portugal, mas também em todo o mundo.
E neste contexto, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) vem a público expressar sua profunda preocupação e exigir que o governo português adote uma atitude firme e assertiva em defesa da liberdade de imprensa e da manutenção destes órgãos de comunicação no país africano. Em um comunicado divulgado hoje, o SJ enfatiza que a rápida condenação do fechamento destes órgãos e a convocação do embaixador da Guiné-Bissau não devem ser as únicas medidas tomadas pelo governo lusitano. É preciso ir além e garantir que a voz da imprensa continue sendo ouvida em total liberdade e transparência nesta nação irmã.
Não podemos esquecer que é papel da imprensa, em um estado democrático, informar e fiscalizar os poderes públicos, garantindo o direito à informação plena da população. E ao impedir a atuação de jornalistas e veículos de comunicação, o governo guineense está não só cerceando a liberdade de expressão, mas também privando a sociedade de se manter informada e de exercer sua cidadania plena.
Diante deste cenário, é fundamental que o governo português use sua influência e representatividade internacional para pressionar e exigir que a Guiné-Bissau respeite os direitos humanos e a liberdade de imprensa em seu território. O SJ espera que o governo português se mantenha firme em sua defesa, seja intolerante com atitudes que violem os direitos fundamentais e reforce a importância da liberdade de imprensa em qualquer lugar do mundo.
É importante ressaltar que a censura e a intimidação não devem ser vistas como ações isoladas, mas como parte de um contexto maior, que envolve a violação de direitos humanos e a falta de respeito à democracia. Por isso, é fundamental que a democracia portuguesa se una em prol da defesa da liberdade de imprensa em outros países, como forma de assegurar que os valores e princípios democráticos sejam respeitados em todo o mundo.
Portanto, é imprescindível que o governo português, juntamente com outros países democráticos, atue de forma vigorosa na defesa não só dos jornalistas expulsos da Guiné-Bissau, mas de todos aqueles que lutam pela liberdade de expressão em seus países. E que continue sendo um exemplo para o mundo, ao exercer de forma plena e incontestável a liberdade de imprensa e a democracia em seu próprio território.
Em tempos difíceis, é fundamental que nos mantenhamos unidos e fortes na luta pela liberdade de imprensa e democracia, valores que devem ser defendidos e preservados não só em nosso próprio país, mas em todo o mundo. E juntos, certamente venceremos essa batalha por um mundo mais justo e livre.




