O Grupo CUF, uma das maiores empresas do setor da saúde em Portugal, tem sido alvo de críticas por parte de sindicatos e trabalhadores devido à retirada de direitos laborais. Uma das medidas mais recentes que tem gerado controvérsia é a decisão de deixar de pagar às empregadas de limpeza o trabalho ao domingo como trabalho suplementar. Esta é apenas uma das várias retiradas de direitos que têm afetado os trabalhadores do grupo, que também deixou de pagar os feriados a 200% e obriga os funcionários a trabalhar 12 horas consecutivas, diárias e obrigatórias.
A dirigente sindical Vânia Cardoso, em entrevista à Lusa, expressou a sua preocupação com esta situação, afirmando que “é inadmissível que uma empresa como o Grupo CUF, que tem um papel tão importante na sociedade, retire direitos fundamentais aos seus trabalhadores”. De facto, é preocupante que uma empresa que se orgulha de ser uma referência no setor da saúde em Portugal, esteja a desrespeitar os direitos dos seus funcionários.
O trabalho ao domingo é considerado um trabalho suplementar e, como tal, deve ser pago de acordo com o que está acordado entre a empresa e os trabalhadores. No entanto, o Grupo CUF decidiu unilateralmente deixar de pagar este trabalho como suplementar, o que representa uma perda significativa no salário das empregadas de limpeza. Além disso, a empresa também deixou de pagar os feriados a 200%, como é estipulado por lei, e passou a pagar apenas a 100%. Esta é uma medida que afeta não só as empregadas de limpeza, mas todos os trabalhadores do grupo.
Outra questão que tem gerado revolta entre os trabalhadores é a obrigatoriedade de trabalhar 12 horas consecutivas, diárias e obrigatórias. Esta é uma carga horária exaustiva e que pode afetar a saúde física e mental dos funcionários. Além disso, esta medida também prejudica a conciliação entre a vida profissional e pessoal, uma vez que os trabalhadores ficam com menos tempo para estar com a família e para descansar.
É importante lembrar que os trabalhadores são a base de qualquer empresa e que é graças ao seu esforço e dedicação que as empresas conseguem alcançar o sucesso. Por isso, é fundamental que sejam respeitados os seus direitos e que sejam criadas condições de trabalho justas e equilibradas. Infelizmente, o Grupo CUF parece estar a seguir um caminho contrário, retirando direitos e sobrecarregando os seus funcionários.
No entanto, é importante destacar que os trabalhadores não estão sozinhos nesta luta pelos seus direitos. Os sindicatos têm desempenhado um papel fundamental na defesa dos trabalhadores e na denúncia destas medidas injustas por parte do Grupo CUF. É importante que os trabalhadores se unam e se mantenham informados sobre os seus direitos, para que possam lutar por condições de trabalho dignas e justas.
É também importante que a sociedade em geral esteja atenta a estas questões e que exija que as empresas cumpram as leis e respeitem os direitos dos trabalhadores. Afinal, uma empresa que não valoriza os seus funcionários não pode ser considerada uma empresa de sucesso.
O Grupo CUF tem uma responsabilidade social e ética para com os seus trabalhadores e para com a sociedade em geral. É fundamental que a empresa reveja estas medidas e que volte a respeitar os direitos dos seus funcionários. Afinal, uma empresa que se preocupa com o bem-estar dos seus trabalhadores é uma empresa que está a investir no seu próprio sucesso.
Em suma, é lamentável que uma empresa como o Grupo CUF, que tem




