Nos últimos anos, tem havido um aumento no número de pessoas que sofrem com doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e doenças cardiovasculares. Diante desse cenário, a busca por tratamentos eficazes para combater a obesidade tem se intensificado, e a utilização de medicamentos biotecnológicos tem sido uma das opções mais eficazes.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a medida que torna obrigatória a prescrição de medicamentos biotecnológicos para o tratamento da obesidade. Esse novo regulamento se aplica especificamente às versões “biotecnológicas” da liraglutida (comercializada como Victoza e Saxenda), semaglutida (Ozempic, Wegovy e Rybelsus) e tirzepatida (Mounjaro).
Essa medida é um grande avanço no combate à obesidade, pois esses medicamentos têm se mostrado mais eficazes do que outros tratamentos disponíveis no mercado. Além disso, eles são considerados mais seguros e com menos efeitos colaterais.
A liraglutida, por exemplo, é um agonista do receptor de GLP-1, uma proteína que ajuda a regular o apetite e o metabolismo. Ao ser injetada no organismo, essa substância atua no sistema nervoso central, diminuindo a sensação de fome e aumentando a sensação de saciedade. Além disso, ela também é capaz de regular os níveis de açúcar no sangue e melhorar a resistência à insulina, tornando-a uma opção eficaz para pacientes com diabetes tipo 2.
Já a semaglutida é um análogo do GLP-1 que pode ser administrado em doses semanais. Com propriedades semelhantes à liraglutida, ela também ajuda a controlar o apetite e promover a perda de peso. Além disso, ela apresenta benefícios adicionais, como a melhora da saúde cardiovascular e a redução do risco de eventos cardiovasculares.
A tirzepatida, por sua vez, é um novo medicamento que combina os mecanismos de ação da liraglutida e da semaglutida. Com uma ação mais prolongada, ela pode ser administrada apenas uma vez por semana e apresenta resultados ainda mais expressivos na perda de peso.
É importante destacar que esses medicamentos só devem ser utilizados em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 30, ou com IMC igual ou maior que 27 e comorbidades associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão. Além disso, eles devem ser utilizados em conjunto com mudanças de hábitos alimentares e prática regular de atividades físicas.
A medida da ANVISA é extremamente positiva, pois reconhece a importância desses medicamentos no tratamento da obesidade e estimula seu uso como opção terapêutica mais eficaz. Além disso, ela também garante maior segurança para os pacientes, uma vez que a prescrição médica é obrigatória e garante um acompanhamento adequado durante o tratamento.
É importante ressaltar que esses medicamentos não são a solução definitiva para a obesidade. O tratamento deve ser individualizado e incluir mudanças de hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e uma alimentação balanceada. No entanto, eles são uma ferramenta importante para auxiliar os pacientes no processo de emagrecimento e melhora da saúde.
Além disso, é necessário lembrar que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial, e o tratamento deve ser contínuo e acompanhado por profissionais de saúde qualificados. É preciso entender que a




