O direito à liberdade de culto é um valor constitucional que deve ser respeitado e garantido em todos os países democráticos. No entanto, muitas vezes esse direito é posto em questão e enfrenta resistência por parte de algumas comunidades. Esse é o caso atual da Associação Ahmadia do Islão, que pretende construir uma mesquita e sua sede em terrenos privados à entrada de Samora Correia.
A Associação Ahmadia do Islão é um movimento pacífico e humanitário, presente em mais de 200 países, que tem como objetivo promover os valores do Islã, como a paz, a tolerância e o respeito pelas diferenças. A construção da mesquita e da sede em Samora Correia é vista como uma oportunidade de disseminar esses valores na comunidade local, além de proporcionar um lugar de culto para os membros da associação e para os muçulmanos da região.
No entanto, o projeto tem enfrentado resistência da população e da autarquia, que se posicionam contra a construção da mesquita. A principal alegação é a desconfiança em relação aos muçulmanos e ao Islã, alimentada por estereótipos e preconceitos infundados. É importante ressaltar que a Associação Ahmadia do Islão não possui qualquer vínculo com grupos extremistas e tem como princípio a promoção da paz e da harmonia entre as pessoas.
A autarquia, por sua vez, alega que o plano de construção da mesquita não atende às normas urbanísticas da região e que os terrenos adquiridos pela associação não têm a devida autorização para esse fim. No entanto, é possível perceber que a resistência da autarquia e da população vai muito além de questões legais e urbanísticas. Há um forte preconceito e desconhecimento em relação ao Islã e aos muçulmanos, o que tem gerado uma atmosfera de desconfiança e hostilidade em relação ao projeto da mesquita.
É importante ressaltar que a construção da mesquita e da sede não fere nenhum direito ou valor constitucional. Pelo contrário, ela está amparada pela liberdade de culto, que é um direito fundamental e deve ser respeitado em uma sociedade democrática e plural. Além disso, a mesquita e a sede serão construídas em terrenos privados, adquiridos legalmente pela associação, sem interferência ou prejuízo para a comunidade local.
Apesar das adversidades, a Associação Ahmadia do Islão não desistiu do seu projeto e pretende apresentar o plano de construção da mesquita e da sede após as eleições autárquicas. Essa é uma decisão sensata e estratégica, que visa evitar que o tema seja utilizado de forma oportunista durante o período eleitoral e que possa ser discutido de forma mais ampla e transparente após as eleições.
É importante que a população e a autarquia reflitam sobre a importância da liberdade de culto e o respeito às diferenças em uma sociedade democrática. A construção da mesquita e da sede da Associação Ahmadia do Islão não representa uma ameaça, mas sim um enriquecimento cultural e religioso para a região. É uma oportunidade de diálogo e convivência pacífica entre diferentes crenças e culturas, além de uma forma de promover a paz e a tolerância em nossa sociedade.
Portanto, é fundamental que a comunidade local e a autarquia abram suas mentes e corações para receber a Associação Ahmadia do Islão e seu projeto de construção da mesquita e da sede em Samora Correia. É hora de combater o preconceito e a intolerância e abraçar a diversidade e o respe




