Site icon Diario Publico 365

Vacinação contra HPV vai ser alargada a jovens até aos 26 anos em 2026

A vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) é uma das mais importantes e eficazes ferramentas de prevenção contra o câncer do colo do útero e outras doenças relacionadas ao vírus. Em 2008, o Ministério da Saúde introduziu a vacina no Programa Nacional de Vacinação, inicialmente para as raparigas de 13 anos. Posteriormente, em 2017, a vacina foi ampliada para incluir também os rapazes nascidos a partir de 1 de janeiro de 2009. Essa medida foi um grande avanço na saúde pública e representa um passo importante na luta contra o HPV e suas consequências.

O HPV é um vírus comum que pode ser transmitido através do contato sexual. Existem mais de 100 tipos de HPV, sendo que alguns deles podem causar verrugas genitais e outros podem levar ao desenvolvimento de câncer. O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, e a infecção pelo HPV é responsável por cerca de 90% dos casos. Além disso, o vírus também pode causar câncer de pênis, ânus, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina contra o HPV é segura e eficaz na prevenção da infecção pelo vírus. Ela é composta por partículas semelhantes ao vírus, mas que não são capazes de causar a doença. Ao serem introduzidas no organismo, essas partículas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o HPV, protegendo assim contra a infecção. A vacina é administrada em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas, e é recomendada para meninas e meninos a partir dos 9 anos de idade.

A inclusão da vacina contra o HPV no Programa Nacional de Vacinação foi um grande avanço na saúde pública. Antes disso, a vacina era disponibilizada apenas na rede privada, o que limitava o acesso a ela. Com a sua inclusão no programa, a vacina passou a ser oferecida gratuitamente em postos de saúde de todo o país, garantindo assim o acesso igualitário a todos. Além disso, a vacinação em massa contribui para a redução da circulação do vírus na população, o que beneficia também aqueles que não foram vacinados.

A ampliação da vacina contra o HPV para incluir também os rapazes foi uma decisão acertada do Ministério da Saúde. Embora os homens não desenvolvam câncer do colo do útero, eles podem ser infectados pelo vírus e transmiti-lo para suas parceiras. Além disso, a vacina também protege contra outros tipos de câncer relacionados ao HPV, como o câncer de pênis e ânus. Portanto, a vacinação dos rapazes é uma medida importante para a saúde pública e para a prevenção de doenças graves.

É importante ressaltar que a vacina contra o HPV não substitui a realização do exame preventivo do câncer do colo do útero, o famoso Papanicolau. Esse exame é fundamental para detectar precocemente alterações nas células do colo do útero e, se necessário, iniciar o tratamento adequado. A vacinação é uma medida complementar, que atua na prevenção da infecção pelo vírus, mas não elimina a necessidade do exame preventivo.

A vacina contra o HPV é uma conquista da saúde pública brasileira e deve ser valorizada e incentivada. Ela é uma ferramenta poderosa na prevenção do câncer do colo do útero e outras doenças relacionadas ao HPV. Além disso, a vacinação em massa contribui para a redução dos gastos com trat

Exit mobile version