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Bourgeois defende divisão de receitas mais equilibrada no Brasil

Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem sido alvo de muitas discussões sobre a distribuição dos direitos de transmissão. Enquanto alguns clubes recebem valores exorbitantes, outros lutam para se manter financeiramente estáveis. Diante dessa realidade, o dirigente da SAF da Portuguesa, Marcelo Bourgeois, publicou um texto no LinkedIn defendendo o modelo 40-30-30 para a divisão das receitas.

O post de Bourgeois, que é diretor de marketing e comunicação da SAF da Portuguesa, ganhou grande repercussão nas redes sociais e gerou debates acalorados entre torcedores e especialistas do futebol. O modelo 40-30-30 proposto pelo dirigente consiste em dividir igualmente os direitos de transmissão entre os clubes participantes da Série A do Campeonato Brasileiro, sendo 40% para os clubes que estão na primeira divisão há mais tempo, 30% para os clubes que estão na segunda divisão há mais tempo e 30% para os clubes que estão na terceira divisão há mais tempo.

Segundo Bourgeois, esse modelo é mais justo e equilibrado, pois leva em consideração o histórico e a tradição dos clubes, além de incentivar a competitividade e a meritocracia. O dirigente também ressalta que esse modelo já é utilizado em outros países, como na Inglaterra, onde os direitos de transmissão são divididos igualmente entre todos os clubes da Premier League.

A proposta de Bourgeois vem em um momento em que a desigualdade na distribuição dos direitos de transmissão tem sido cada vez mais questionada. Atualmente, os clubes que estão na primeira divisão recebem valores muito superiores aos clubes das demais divisões, o que acaba gerando uma grande disparidade financeira entre eles. Isso afeta diretamente a competitividade do campeonato e a sustentabilidade financeira dos clubes menores.

Além disso, o modelo 40-30-30 também pode ser uma solução para a crise financeira que muitos clubes enfrentam. Com uma divisão mais equilibrada das receitas, os clubes teriam uma fonte de renda mais estável e poderiam investir em infraestrutura, contratação de jogadores e desenvolvimento das categorias de base. Isso poderia resultar em um futebol brasileiro mais forte e competitivo.

É importante ressaltar que a proposta de Bourgeois não é uma crítica às grandes emissoras de televisão que detêm os direitos de transmissão do futebol brasileiro. Pelo contrário, o dirigente reconhece a importância dessas empresas para o desenvolvimento do esporte no país. No entanto, ele acredita que é preciso repensar a forma como esses direitos são distribuídos, para que todos os clubes possam se beneficiar igualmente.

O post de Bourgeois também gerou discussões sobre a gestão do futebol brasileiro. Muitos especialistas apontam que a desigualdade na distribuição dos direitos de transmissão é apenas um reflexo de uma gestão pouco profissional e eficiente. Para eles, é preciso que os clubes sejam geridos de forma mais profissional, com transparência e responsabilidade financeira, para que possam se tornar mais atrativos para os investidores e patrocinadores.

Em meio a tantas discussões e polêmicas, a proposta de Bourgeois surge como uma luz no fim do túnel para o futebol brasileiro. Se implementada, ela poderia trazer benefícios não só para os clubes, mas também para os torcedores e para o esporte como um todo. É preciso que os dirigentes e autoridades do futebol brasileiro abram espaço para esse debate e busquem soluções que possam tornar o nosso futebol mais justo e competitivo.

Em suma, o post

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