O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem sido alvo de críticas por parte de setores conservadores da sociedade após a Medida Provisória 1303/2025 não ter sido aprovada a tempo e, consequentemente, perdido sua eficácia. A MP, que tinha como objetivo compensar a revogação do decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), propunha a taxação de rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas. No entanto, o texto foi retirado da pauta da Câmara dos Deputados e não foi aprovado.
Diante dessa situação, Haddad se pronunciou sobre a repercussão negativa da MP, que foi vista por muitos como um aumento de impostos. O ministro ressaltou que, na verdade, a medida visava acabar com privilégios e corrigir distorções, e não aumentar a carga tributária. Ele destacou que cortar gastos tributários é encarado erroneamente como um aumento de imposto, quando na verdade é o fim de um privilégio concedido temporariamente.
Essa postura conservadora, que enxerga a diminuição de benefícios fiscais como um aumento de impostos, é um equívoco que precisa ser corrigido. Afinal, é dever de todos contribuir com a sua justa parte para o orçamento público, e quando alguns setores escapam dessa responsabilidade, é a sociedade como um todo que acaba arcando com as consequências.
Haddad também destacou que a taxação de atividades econômicas é algo comum e necessário. Ele reforçou que todos, inclusive os empresários, devem contribuir com seus impostos, e quando uma atividade é isenta, os demais setores acabam arcando com essa carga. Por isso, é importante corrigir essas distorções e garantir que todos contribuam de forma justa.
O ministro também citou o exemplo das santas casas, entidades filantrópicas que são isentas de determinados tributos por estarem previstas na Constituição. No entanto, ele ressaltou que essa isenção não pode ser eterna, a menos em casos muito específicos. O objetivo é garantir recursos para o SUS, mas sem perpetuar privilégios que beneficiam apenas determinados grupos.
Haddad afirmou que a MP 1303/2025 tinha o mérito de atacar a desigualdade, corrigindo distorções e garantindo uma maior justiça fiscal. Ele destacou que o projeto visava proteger a sociedade de grupos de interesse privilegiados que querem tornar perene o que foi feito de forma temporária. Ou seja, a medida buscava corrigir as desigualdades produzidas pelo próprio Estado.
No entanto, com a não aprovação da MP, essas desigualdades continuarão a existir e os privilégios serão mantidos. Além disso, o governo terá que buscar outras formas de compensar a perda de arrecadação, o que pode acabar afetando a população de forma mais ampla.
É preciso compreender que a MP 1303/2025 não era um aumento de impostos, mas sim uma medida que buscava garantir uma maior justiça fiscal e corrigir distorções. O fim dos privilégios e benefícios fiscais deve ser encarado como algo positivo, que contribui para uma sociedade mais justa e igualitária.
É importante ressaltar que a derrubada da MP não é uma derrota imposta ao povo brasileiro, como afirmou o ex-presidente Lula. Pelo contrário, é uma oportunidade para refletir sobre a importância de uma reforma tributária que garanta uma maior justiça fiscal e acabe com privilégios que beneficiam apenas alguns setores.
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