Site icon Diario Publico 365

Atividade econômica brasileira cresce 0,4% em agosto

A economia brasileira apresentou sinais de crescimento no mês de agosto deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (16). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou um aumento de 0,4% em relação ao mês anterior, considerando os dados ajustados para o período. Essa é uma ótima notícia para o país, que vem enfrentando um cenário de incertezas e desafios econômicos nos últimos anos.

Na comparação com agosto de 2024, o crescimento também foi positivo, com uma variação de 0,1%. No acumulado do ano, o indicador apresentou um aumento de 2,6% e, nos últimos 12 meses, registrou uma alta de 3,2%. Esses números mostram que a economia brasileira está se recuperando e caminhando para um cenário mais estável e próspero.

O IBC-Br é um importante indicador que auxilia o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 15% ao ano. Esse índice leva em consideração informações sobre o nível de atividade de setores da economia, como indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Dessa forma, ele é capaz de refletir a evolução da atividade econômica do país.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso pode ter reflexos nos preços, já que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Por outro lado, quando a Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando a produção e o consumo, o que pode estimular a atividade econômica.

No entanto, é importante ressaltar que a inflação ainda é um desafio para o país. Depois de uma queda em agosto, em setembro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou um aumento de 0,48%, influenciado principalmente pela alta da conta de luz. Em 12 meses, o IPCA acumula uma alta de 5,17%, acima do teto da meta, que é de 4,5%. Esses números mostram que ainda há um trabalho a ser feito para controlar a inflação e garantir a estabilidade econômica.

Além disso, as incertezas do cenário econômico externo também são um fator que pode impactar a economia brasileira. Porém, mesmo diante desses desafios, o país tem apresentado resultados positivos. De acordo com o Banco Central, em 12 meses, a economia brasileira acumula o 6º maior crescimento entre os países do G20, o que demonstra a resiliência e a força da nossa economia.

Outro dado que reforça a recuperação econômica do Brasil é o investimento estrangeiro. Em 2024, o país recebeu um recorde de US$ 1,1 trilhão em investimentos estrangeiros, o que representa 46,6% do PIB. Esse é um sinal de confiança dos investidores na economia brasileira e mostra que estamos no caminho certo para retomar o crescimento.

É importante destacar que o IBC-Br é divulgado mensalmente e utiliza uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o IBC-Br é um

Exit mobile version