Megaprojeto de 20 mil milhões de dólares liderado pela petrolífera francesa avança em Moçambique
Nos últimos quatro anos, a província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, tem sido alvo de ataques terroristas que têm condicionado o avanço de um megaprojeto de 20 mil milhões de dólares (17 mil milhões de euros), liderado pela petrolífera francesa Total. No entanto, apesar dos desafios enfrentados, a empresa e o governo moçambicano estão determinados a seguir em frente com o projeto e trazer benefícios econômicos e sociais para a região.
O projeto em questão é a exploração de gás natural liquefeito (GNL) na bacia do Rovuma, uma das maiores reservas de gás do mundo. A Total, juntamente com seus parceiros ExxonMobil e ENI, planeja construir uma fábrica de GNL na península de Afungi, em Cabo Delgado, que terá capacidade para processar até 13 milhões de toneladas de gás por ano. Além disso, o projeto prevê a criação de centenas de empregos diretos e indiretos, bem como investimentos em infraestrutura e programas sociais para a comunidade local.
No entanto, desde 2017, a província de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques de grupos armados, que têm causado mortes, deslocamentos e destruição de infraestrutura. Essa instabilidade levou a Total a suspender temporariamente as atividades no local em 2020, mas a empresa e o governo moçambicano trabalharam juntos para garantir a retomada do projeto.
Em janeiro deste ano, a Total anunciou que havia assinado um acordo com o governo moçambicano para garantir a segurança na área do projeto. O acordo inclui a criação de uma força de segurança especial para proteger as instalações e os trabalhadores, bem como o estabelecimento de um perímetro de segurança ao redor do local da fábrica. A empresa também está investindo em programas de desenvolvimento comunitário, como a construção de escolas, postos de saúde e sistemas de água potável.
O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, enfatizou a importância do projeto para o desenvolvimento do país e afirmou que o governo está comprometido em garantir a segurança e a estabilidade na região. Além disso, ele destacou que o projeto irá gerar receitas significativas para o governo, que poderão ser investidas em programas sociais e no desenvolvimento econômico do país.
O megaprojeto da Total não só trará benefícios econômicos para Moçambique, mas também para a região da África Austral como um todo. A fábrica de GNL de Afungi será responsável por uma grande parte da produção global de GNL, o que aumentará a oferta no mercado e poderá reduzir os preços do gás natural em todo o mundo. Além disso, o projeto irá impulsionar a economia local, atraindo investimentos e criando oportunidades de negócios para empresas moçambicanas.
Apesar dos desafios enfrentados, a retomada do projeto da Total é uma notícia positiva e motivadora para Moçambique e para todo o continente africano. A exploração de gás natural na bacia do Rovuma será um marco histórico para o país e uma oportunidade de desenvolvimento sustentável para a região. Além disso, a parceria entre a empresa e o governo moçambicano mostra o comprometimento de ambas as partes em superar os obstáculos e garantir o sucesso do projeto.
É importante ressaltar que a segurança das comunidades locais e dos trabalhadores
