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Dívida Pública cai 0,28% em setembro, mas continua acima de R$ 8 tri

A Dívida Pública Federal (DPF) teve uma queda em setembro devido ao vencimento de títulos vinculados aos juros. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional, o montante da dívida caiu de R$ 8,145 trilhões em agosto para R$ 8,122 trilhões no mês passado, representando uma redução de 0,28%.

Pela primeira vez, o indicador ultrapassou a marca de R$ 8 trilhões em setembro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), revisado em setembro, a previsão é que a DPF encerre 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.

Essa notícia segue outras atualizações sobre a Dívida Pública Federal, como o aumento para R$ 8,14 trilhões em agosto, um aumento de 0,71% em julho e um crescimento de 2,77% em junho, ultrapassando os R$ 7,9 trilhões. No entanto, em setembro, a DPF caiu graças aos resgates de títulos do Tesouro Nacional.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) teve uma queda de 0,31%, passando de R$ 7,845 trilhões em agosto para R$ 7,82 trilhões em setembro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 100,06 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis vinculados à Selic. Essa queda foi compensada pela apropriação de R$ 75,77 bilhões em juros.

Através da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

Em setembro, o Tesouro emitiu R$ 157,298 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos de títulos no mês, os resgates foram maiores e somaram R$ 257,354 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) teve um aumento de 0,43%, passando de R$ 300,23 bilhões em agosto para R$ 301,53 bilhões em setembro. O principal fator foi a queda de 1,99% do dólar no mês passado, após a redução das tensões provocada pelo tarifaço de Donald Trump.

O colchão da dívida pública, uma reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos, também teve uma queda em setembro, passando de R$ 1,13 trilhão em agosto para R$ 1,03 trilhão no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate líquido (resgates menos emissões) no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 9,33 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,482 trilhão em títulos federais.

Em relação à composição da DPF, houve uma variação no mês de setembro devido à concentração de vencimento de títulos prefixados, que é típica do primeiro mês de cada trimestre. A composição ficou da seguinte forma:

• Títulos vinculados a Selic: 49,29% para

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