A luta contra o crime organizado é uma batalha constante em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. O país enfrenta desafios diários na tentativa de combater essa grave ameaça à segurança pública e à sociedade como um todo. No entanto, é preciso ir além das ações tradicionais de combate, como cumprimento de mandados de prisão e operações policiais em comunidades. É necessário também asfixiar as fontes de financiamento do crime organizado.
Essa é a opinião do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que durante uma entrevista coletiva na última sexta-feira (31), em São Paulo, defendeu a importância de se combater o crime organizado por meio do enfraquecimento de suas fontes de recursos. Segundo ele, é fundamental que os governantes entendam que, sem esse tipo de ação, não será possível obter resultados efetivos no combate ao crime organizado.
A fala do ministro vem em um momento crucial, em que o país ainda está chocado com a recente operação policial no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de cem pessoas. O episódio gerou críticas e repercussão internacional, mostrando a gravidade da situação e a necessidade de medidas mais efetivas.
Para Haddad, é preciso ir além das ações de combate realizadas em território nacional. É necessário também atingir o comando do crime organizado, asfixiando suas fontes de financiamento e impedindo que o dinheiro ilícito continue alimentando essa atividade criminosa. Afinal, não adianta apenas combater o crime nas comunidades se os líderes do crime organizado continuarem agindo livremente.
O ministro também fez um apelo ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para que ele convença a bancada do seu partido a aprovar a lei do devedor contumaz. Essa lei torna mais rígidas as regras para os chamados devedores contumazes, que utilizam a inadimplência fiscal como estratégia de negócio, deixando de pagar impostos de forma reiterada e sem justificativa. Segundo Haddad, muitos desses devedores estão envolvidos com o crime organizado no Rio de Janeiro, e é preciso combatê-los de forma mais efetiva.
O ministro também destacou a importância da nova instrução normativa da Receita Federal, que obriga os fundos a divulgarem os CPFs dos beneficiários. Com essa medida, será possível identificar os responsáveis por esquemas de lavagem de dinheiro e combater de forma mais eficaz o crime organizado. Além disso, Haddad ressaltou que é preciso trabalhar em conjunto com os órgãos de segurança e fiscalização, sem olhar para partidos políticos, para que as ações de combate ao crime organizado sejam mais efetivas.
Um dos resultados dessa união de esforços foi a Operação Fronteira, realizada pela Receita Federal em parceria com diversas instituições de segurança pública e fiscalização. A operação, que teve início no dia 22 de outubro e foi concluída na última sexta-feira, teve como objetivo combater o contrabando, descaminho e outros crimes nas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas do país. Os resultados foram expressivos: mais de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais foram retirados de circulação, 27 pessoas foram presas em flagrante e mais de mil armas do crime organizado foram apreendidas.
Além disso, a operação também descobriu um plano de furto de armas que estava sendo arquitetado pelo crime organizado, interditou um prédio com mercadorias ilícitas em Belo Horizonte e apreendeu uma aeronave que transport
