Site icon Diario Publico 365

Cónego Paulo Franco: “Continuamos com estratégias de medição de rádio que têm quase 40 anos”

O presidente do Grupo Renascença, cónego Paulo Franco, fez um discurso importante durante a comemoração dos 20 anos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), defendendo uma mudança urgente na forma como as audiências de rádio são medidas. Além disso, ele também apontou a falta de equidade na regulação entre os meios tradicionais e os meios digitais.

Durante sua fala, o cónego Paulo Franco destacou a importância do rádio como meio de comunicação e como ele tem evoluído ao longo dos anos, acompanhando as novas tecnologias e as mudanças na forma como as pessoas consomem conteúdo. No entanto, ele também alertou para os desafios enfrentados pelo setor radiofônico, em especial no que diz respeito à medição das audiências.

O atual método de medição das audiências de rádio é baseado em questionários telefônicos ou online, o que, segundo o presidente do Grupo Renascença, não é mais suficiente para refletir a realidade. Com o surgimento dos meios digitais, como a rádio online e os podcasts, o alcance dos programas de rádio vai muito além de apenas pessoas que ouvem pelo rádio tradicional. Portanto, é necessário uma reformulação urgente na forma como essas audiências são medidas.

O cónego Paulo Franco também ressaltou a falta de equidade na regulação entre os meios tradicionais e os meios digitais. Enquanto as emissoras de rádio e televisão seguem uma série de diretrizes e normas impostas pela ERC, os meios digitais, como as redes sociais e os agregadores de conteúdo, não são regulados da mesma forma. Isso cria uma competição desleal entre os diferentes meios de comunicação, com os tradicionais seguindo uma série de regras e os meios digitais tendo uma liberdade maior para atuar.

Essa falta de equidade também afeta a forma como as emissoras de rádio são vistas pelo mercado publicitário. Com uma audiência cada vez maior nos meios digitais, as emissoras de rádio veem seu valor diminuído e enfrentam dificuldades para competir com os demais meios de comunicação na busca por anunciantes.

Diante de tais desafios, o cónego Paulo Franco faz um apelo à ERC e às demais entidades responsáveis pela regulação dos meios de comunicação para que sejam tomadas medidas urgentes. Ele defende a criação de um sistema de medição de audiência mais abrangente, que leve em consideração não apenas o rádio tradicional, mas também os meios digitais. Além disso, é necessário garantir uma regulação equilibrada e justa entre todos os meios de comunicação, para que haja uma competição saudável no mercado.

O presidente do Grupo Renascença acredita que é preciso uma atitude proativa por parte das autoridades para garantir a sustentabilidade do setor de rádio e dar às emissoras as ferramentas necessárias para se adaptarem às novas formas de consumo de conteúdo. Ele também enfatiza que o rádio continua sendo um meio de comunicação essencial e que não deve ser deixado de lado em meio às transformações tecnológicas.

A fala do cónego Paulo Franco durante a comemoração dos 20 anos da ERC é um alerta importante para todo o setor de rádio e para a sociedade como um todo. É necessário uma mudança na forma como as audiências de rádio são medidas e uma regulação equilibrada entre todos os meios de comunicação, para que o rádio possa continuar sendo uma voz importante na sociedade.

É preciso correr contra o tempo e tomar medidas urgentes para que o rádio não se torne obsoleto. Afinal, como já dizia o cónego Paulo Franco, o rádio é a voz de quem não tem voz. E essa voz

Exit mobile version