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Bruxelas ataca “golden shares” que travam fusões bancárias

As autoridades italianas e da União Europeia estão trabalhando juntas para encontrar uma solução que permita à Itália alterar suas regras de “golden power” sem comprometer o princípio fundamental da proteção dos interesses nacionais. Esta é uma questão delicada e complexa, mas ambas as partes estão comprometidas em encontrar uma solução que seja benéfica para todos os envolvidos.

Para entender melhor o que está em jogo, é importante primeiro entender o que é o “golden power”. Esta é uma medida que permite ao governo italiano intervir em empresas estratégicas, como aquelas que atuam nos setores de energia, transporte, comunicação e defesa, quando considera necessário proteger os interesses nacionais. Essa intervenção pode assumir diferentes formas, como a nomeação de um comissário especial para gerir a empresa ou a imposição de restrições à aquisição de ações por parte de investidores estrangeiros.

No entanto, essa medida tem sido alvo de críticas por parte da União Europeia, que a considera uma restrição à livre circulação de capitais e à livre concorrência no mercado interno. Por isso, a Comissão Europeia iniciou um processo de infração contra a Itália em 2018, alegando que o “golden power” viola as regras da UE.

Desde então, as autoridades italianas e da UE têm trabalhado juntas para encontrar uma solução que permita à Itália manter essa medida de proteção, mas dentro dos limites das regras da UE. O objetivo é encontrar um equilíbrio entre a proteção dos interesses nacionais e a garantia da livre circulação de capitais e da livre concorrência.

Uma das propostas em discussão é a criação de um mecanismo de notificação e consulta entre a Itália e a Comissão Europeia. Isso significaria que, antes de tomar qualquer medida de “golden power”, o governo italiano deveria notificar a Comissão e permitir que ela se pronunciasse sobre a necessidade e a proporcionalidade da intervenção. Isso garantiria que a medida seja tomada apenas quando estritamente necessária e que não haja impacto negativo na livre concorrência.

Outra proposta é a criação de um comitê de especialistas independentes que avaliaria a necessidade e a proporção de qualquer medida de “golden power”. Isso garantiria uma análise imparcial e técnica antes de qualquer intervenção ser tomada.

Além disso, as autoridades italianas também estão discutindo a possibilidade de limitar a duração das medidas de “golden power” e estabelecer um prazo para a sua revisão periódica. Isso garantiria que a medida seja aplicada apenas pelo tempo necessário e que seja regularmente avaliada para garantir que ainda seja necessária.

Essas propostas demonstram o compromisso das autoridades italianas em encontrar uma solução que seja aceitável para a UE e que garanta a proteção dos interesses nacionais. É importante ressaltar que a Itália não é o único país da UE que possui medidas de proteção semelhantes, e que é do interesse de todos os Estados Membros encontrar uma solução que respeite as regras da UE, mas também permita a proteção dos seus interesses nacionais.

Além disso, é importante lembrar que a UE não é apenas um mercado único, mas também uma união de países com identidades e interesses diferentes. Portanto, é essencial que as regras da UE sejam flexíveis o suficiente para permitir que cada país proteja seus interesses nacionais, desde que isso seja feito de forma transparente e dentro dos limites estabelecidos.

A negociação entre as autoridades italianas e da UE está em andamento e espera-se que uma solução seja alcançada em breve. Isso não apenas resolverá o

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