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Produção automóvel nacional cai em outubro

A indústria automobilística é um dos setores mais importantes da economia portuguesa, gerando empregos e aumentando a competitividade do país no cenário global. No entanto, nos últimos meses, duas das maiores fábricas de automóveis em Portugal, a Autoeuropa e a Stellantis, enfrentaram um recuo em sua produção durante o mês de outubro, com a fábrica de Mangualde sendo fortemente afetada, registrando uma queda de 13%.

A Autoeuropa, localizada em Palmela e pertencente ao Grupo Volkswagen, é responsável pela produção de modelos como o Volkswagen T-Roc e o Seat Tarraco. Já a Stellantis, resultado da fusão entre a Fiat Chrysler Automobiles e a PSA Groupe, é detentora de fábricas em Tramagal, onde são produzidos o Fiat Strada e o Peugeot Partner, e Mangualde, responsável pela fabricação do Citroën Berlingo e do Peugeot Partner.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, o setor automotivo em Portugal registra uma queda de 30,2% em relação ao ano anterior. Isso se deve principalmente aos impactos causados pela pandemia do COVID-19, que afetou diretamente a demanda e a produção no setor. Além disso, a escassez global de chips, componente essencial para a fabricação de veículos, também tem gerado preocupação e impactado a produção das fábricas em Portugal.

Diante desse cenário, a Autoeuropa e a Stellantis viram suas produções recuarem em outubro, com quedas de 7,7% e 12,3%, respectivamente. Porém, o maior impacto foi sentido na fábrica de Mangualde, que registrou uma queda de 13% em sua produção. A fábrica é responsável pela produção de 80% das unidades do Citroën Berlingo e do Peugeot Partner vendidas na Europa.

Apesar desse recuo, a Stellantis garantiu que a fábrica de Mangualde não será afetada por cortes ou paralisações na produção, e que os modelos produzidos na unidade continuarão a ser comercializados sem alterações. A empresa afirmou que está trabalhando em conjunto com seus fornecedores para contornar a falta de chips e manter a produção em níveis adequados.

Já a Autoeuropa, que já havia enfrentado uma paralisação de cinco dias em outubro devido à escassez de chips, afirmou que a queda registrada em sua produção se deve principalmente à adaptação à nova geração do Volkswagen Golf, que passou a ser produzido na fábrica em setembro deste ano. A empresa garante que a produção está se normalizando e que, apesar do recuo em outubro, estão mantidos os planos de produção do T-Roc e do Tarraco para o próximo ano.

Além disso, ambas as empresas ressaltaram que estão empenhadas em cumprir as metas de redução de emissões de CO2 e em investir em soluções sustentáveis para a fabricação de seus veículos, buscando contribuir com a preservação do meio ambiente e a transição para uma mobilidade mais limpa.

Apesar dos desafios enfrentados pelo setor automobilístico em Portugal, é importante destacar que a indústria está se adaptando e buscando soluções para superar as adversidades e manter a competitividade no mercado global. Além disso, é preciso ressaltar que a produção de veículos é essencial para a economia do país, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

A Autoeuropa e a Stellantis são exemplos de empresas que têm contribuído significativamente para o desenvolvimento econômico e tecnológico de Portugal,

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