O Tesouro Direto é uma plataforma criada pelo governo brasileiro em 2002 com o objetivo de democratizar os investimentos em títulos públicos. Através dela, pessoas físicas podem adquirir esses papéis diretamente do Tesouro Nacional, sem a necessidade de intermediação de agentes financeiros, de forma rápida e segura pela internet. E em outubro deste ano, as vendas de títulos públicos bateram recorde para esse mês, alcançando o valor de R$ 7,17 bilhões.
Esse número representa um aumento de 4,59% em relação ao mês anterior e de 27,03% se comparado ao mesmo período do ano passado. Além disso, o estoque total do Tesouro Direto também atingiu uma marca histórica, superando os R$ 200 bilhões pela primeira vez. Esses resultados são reflexo do crescente interesse dos investidores por esse tipo de aplicação, que vem se mostrando uma opção rentável e segura em meio à atual conjuntura econômica.
Entre os títulos mais procurados pelos investidores em outubro, destacam-se aqueles vinculados aos juros básicos, que correspondem a 48,1% do total de vendas. Com o aumento da Taxa Selic para 15% ao ano, esses papéis se tornam ainda mais atrativos para os investidores, já que oferecem uma remuneração maior. Além disso, os títulos corrigidos pela inflação (IPCA) também têm sido bastante procurados, devido à expectativa de alta da inflação nos próximos meses.
Outro fator que tem contribuído para o aumento das vendas é a criação de novos títulos, como o Tesouro Renda+ e o Tesouro Educa+, destinados ao financiamento de aposentadorias e ao ensino superior, respectivamente. Essas opções oferecem uma diversificação maior aos investidores e contam com taxas de juros atrativas.
O aumento no número de investidores também é um indicativo do crescente interesse pelo Tesouro Direto. Em outubro, 238.716 novos participantes aderiram ao programa, elevando o total para 33.766.759 investidores. Nos últimos 12 meses, houve um aumento de 11,7% no número de investidores, o que demonstra a confiança dos brasileiros nesse tipo de investimento.
É importante ressaltar que o Tesouro Direto tem se mostrado uma opção acessível para pequenos investidores, já que 80,2% das vendas realizadas em outubro foram de até R$ 5 mil e 56,2% de até R$ 1 mil. Além disso, o valor médio por operação foi de R$ 7.631,62. Esses números mostram que o programa tem cumprido seu papel de democratizar o acesso aos investimentos em títulos públicos.
Outro dado relevante é que os investidores têm preferido papéis de curto prazo, com prazo de até cinco anos, representando 54,9% do total de vendas. Esse comportamento está alinhado com as projeções de queda da taxa de juros no próximo ano, o que torna esses títulos ainda mais atrativos.
O Tesouro Direto é uma forma que o governo brasileiro tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados. Ou seja, além de ser uma opção de investimento rentável, o Tesouro Direto também contribui para o financiamento das atividades do governo.
Os resultados positivos do Tesouro Direto são reflexo de sua evolução ao longo dos anos. Iniciado em 2002

