Em um dia de instabilidade no mercado financeiro, a bolsa de valores brasileira teve uma forte queda e o dólar subiu, causando grande preocupação entre os investidores. A incerteza em relação aos juros no Brasil e no exterior, juntamente com as remessas de lucros de filiais de empresas estrangeiras, contribuíram para essa situação.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou a terça-feira (16) com uma queda de 2,42%, atingindo o menor nível desde o último dia 9. Esse movimento aconteceu um dia após o indicador ultrapassar os 162 mil pontos, mostrando como o mercado financeiro pode ser volátil e imprevisível.
Uma série de notícias relacionadas também influenciaram essa queda, como a aprovação do calendário do abono salarial de 2025 pelo Codefat, a padronização do horário de entrada e saída de hotéis e a queda de 0,3% da economia em outubro devido ao juro alto. Tais fatores criaram um clima de insegurança e desconfiança nos investidores.
O mercado de câmbio também teve uma sessão turbulenta, com o dólar comercial fechando o dia vendido a R$ 5,462 e registrando uma alta de 0,73%. Apesar de ter iniciado o dia em queda, a moeda estadunidense inverteu o movimento ainda pela manhã e atingiu a máxima de R$ 5,47 por volta das 12h30. Esse é o maior nível desde o último dia 10 e representa um aumento de 2,38% em dezembro. No entanto, é importante ressaltar que, no acumulado de 2025, o dólar ainda apresenta uma queda de 11,62%.
Tanto fatores internos como externos contribuíram para essa instabilidade no mercado financeiro. No Brasil, a divulgação de pesquisas eleitorais e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foram os principais responsáveis por trazer incertezas às negociações. A ata não trouxe indicações de quando o Banco Central (BC) deve começar a baixar a Taxa Selic, o que gerou preocupação entre os investidores. Isso porque, caso os juros continuem altos na próxima reunião do Copom em janeiro, muitos investidores podem optar por migrar do mercado de ações para a renda fixa.
Nos Estados Unidos, a divulgação de que a economia do país criou 64 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado também teve impacto negativo no mercado financeiro brasileiro. Esse número veio acima do previsto e reduz as chances de o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) cortar os juros em janeiro. Quando as taxas de juros em economias avançadas estão altas, é comum que haja uma fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, em busca de maiores rendimentos.
É importante ressaltar que essas oscilações no mercado financeiro são normais e fazem parte do jogo dos investimentos. Porém, é preciso ter cautela e estar sempre atento às notícias e aos indicadores econômicos para tomar decisões mais embasadas. Além disso, é fundamental ter uma estratégia de investimento bem definida e diversificada, que leve em conta as possíveis variações do mercado.
Diante de tudo isso, surge a pergunta: como encarar esse cenário de instabilidade no mercado financeiro? A resposta é: com calma, planejamento e foco nos seus objetivos. É essencial manter a cabeça fria e não se deixar levar pelo pânico. Lembre-se de que as quedas na bolsa também

