“Recuso aceitar que seja exclusiva responsabilidade da PSP. As coisas são mais complexas do que isso”, afirma Maria Lúcia Amaral.
A segurança pública é um tema que sempre gera debates e discussões acaloradas. E não é para menos, afinal, todos nós queremos viver em um ambiente seguro e protegido. Porém, quando se trata de atribuir a responsabilidade pela segurança, muitas vezes caímos no erro de apontar apenas um culpado: a Polícia de Segurança Pública (PSP).
Mas será justo colocar toda a responsabilidade nas mãos da PSP? A presidente da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial, Maria Lúcia Amaral, acredita que não. Em uma entrevista recente, ela afirmou que as coisas são mais complexas do que isso e que é preciso olhar para o problema de forma mais ampla.
Amaral ressalta que a segurança pública é uma responsabilidade compartilhada entre o Estado, a sociedade e as instituições. E é preciso que cada um faça a sua parte para garantir um ambiente seguro para todos. A PSP tem um papel fundamental nesse processo, mas não pode ser a única responsável.
É importante lembrar que a segurança pública não se resume apenas à atuação policial. Ela envolve também políticas públicas efetivas, investimentos em educação, saúde, cultura e lazer, além da participação ativa da sociedade. Quando esses aspectos são negligenciados, a segurança fica comprometida.
Amaral também destaca a importância de uma polícia bem preparada e equipada para lidar com as demandas da sociedade. É preciso investir em treinamento e capacitação dos agentes, além de fornecer as condições necessárias para que eles possam desempenhar seu trabalho de forma eficiente e segura.
Outro ponto levantado pela presidente da Comissão é a necessidade de combater a discriminação e o preconceito dentro da própria instituição policial. A diversidade é um fator fundamental para uma atuação mais efetiva e justa da PSP. É preciso que haja uma representatividade maior de diferentes grupos na corporação, para que a polícia possa atender a todas as demandas da sociedade de forma igualitária.
Além disso, é importante que a PSP tenha uma relação de proximidade e confiança com a comunidade. A polícia deve ser vista como uma aliada, e não como uma ameaça. Para isso, é necessário que haja uma comunicação efetiva entre a instituição e a população, para que as demandas e necessidades sejam ouvidas e atendidas.
Amaral também ressalta a importância de uma atuação conjunta entre as diferentes forças de segurança, como a PSP, a Polícia Judiciária, a Guarda Nacional Republicana e as polícias municipais. A colaboração e o compartilhamento de informações são fundamentais para um trabalho mais eficiente e integrado.
É preciso entender que a segurança pública é um desafio constante e que exige a participação de todos. Não podemos colocar toda a responsabilidade nas mãos da PSP, é preciso que cada um faça a sua parte. A segurança é um direito de todos e deve ser garantida de forma coletiva.
Portanto, é hora de deixar de lado a busca por um culpado e começar a trabalhar juntos em prol de um ambiente mais seguro e justo para todos. A PSP tem um papel fundamental nesse processo, mas é preciso que a sociedade e as instituições também assumam suas responsabilidades. Juntos, podemos construir um futuro melhor para todos.
