Fernando Alexandre, economista e professor universitário, recentemente admitiu em uma entrevista que nunca entendeu a decisão tomada pelo Governo PS em 2023 de tornar obrigatórias pelo menos duas provas de ingresso para o ensino superior. Essa medida, que foi implementada com o objetivo de tornar o processo de acesso ao ensino superior mais justo e transparente, gerou muitas críticas e questionamentos por parte de estudantes, pais e professores.
No entanto, Fernando Alexandre, que também é membro do Conselho Nacional de Educação, acredita que essa decisão foi um passo importante para garantir uma maior equidade no acesso ao ensino superior. Ele argumenta que, antes dessa medida, muitos estudantes eram prejudicados por não terem condições financeiras para frequentar cursos preparatórios para o vestibular ou por não terem acesso a uma boa educação básica. Com a obrigatoriedade de duas provas de ingresso, o peso de uma única prova é reduzido e os estudantes têm mais oportunidades de demonstrar suas habilidades e conhecimentos.
Além disso, Fernando Alexandre destaca que essa medida também contribui para uma maior diversidade nas universidades. Antes, muitas instituições de ensino superior eram frequentadas majoritariamente por alunos de classes sociais mais privilegiadas, o que gerava uma falta de representatividade e inclusão. Com a obrigatoriedade de duas provas de ingresso, os estudantes de diferentes origens e realidades têm mais chances de serem aprovados e, consequentemente, de ingressarem no ensino superior.
Outro ponto importante mencionado por Fernando Alexandre é que essa medida também incentiva os estudantes a se dedicarem mais durante o ensino médio. Antes, muitos alunos se acomodavam com o fato de que apenas uma prova seria decisiva para seu futuro acadêmico. Com a obrigatoriedade de duas provas, os estudantes são incentivados a estudar mais e a se prepararem melhor para o vestibular, o que pode resultar em um ensino médio de maior qualidade.
No entanto, o economista ressalta que essa medida não é uma solução definitiva para todos os problemas relacionados ao acesso ao ensino superior. Ele acredita que ainda é necessário investir em políticas públicas que garantam uma educação básica de qualidade para todos os estudantes, independentemente de sua origem ou condição financeira. Além disso, é preciso continuar aprimorando o sistema de avaliação e seleção para que ele seja cada vez mais justo e eficiente.
Apesar das críticas e questionamentos iniciais, a decisão do Governo PS de tornar obrigatórias pelo menos duas provas de ingresso para o ensino superior tem se mostrado positiva e necessária. Ela tem contribuído para uma maior equidade e diversidade nas universidades, além de incentivar os estudantes a se dedicarem mais durante o ensino médio. No entanto, é importante que essa medida seja acompanhada de outras ações que visem garantir uma educação de qualidade para todos os estudantes. Afinal, o acesso ao ensino superior deve ser um direito de todos e não apenas de alguns privilegiados.
