Em meio a um dia de instabilidade no mercado financeiro, o dólar alcançou a marca de R$ 5,60, impulsionado pelo aumento das remessas de lucros e dividendos de empresas ao exterior. Enquanto isso, a bolsa de valores teve uma leve queda, contrastando com as altas registradas no mercado internacional.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (22) cotado a R$ 5,584, com uma alta de R$ 0,055 (+0,99%). Embora a cotação tenha iniciado o dia em queda, ela se reverteu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos.
Essa alta do dólar é a maior registrada desde o dia 31 de julho, quando a moeda americana atingiu a marca de R$ 5,60. No mês de dezembro, o dólar já acumula uma alta de 4,67%, mas no ano de 2020, a divisa teve uma queda de 9,64%.
Enquanto isso, o mercado de ações teve um dia de perdas, com o índice Ibovespa, da B3, fechando aos 158.142 pontos, com uma queda de 0,21%. Essa queda ocorreu após dois dias consecutivos de altas.
Apesar da aprovação do Orçamento de 2021 pelo Congresso e do recorde de arrecadação do governo em novembro, o dólar foi pressionado pelo aumento no envio de lucros e dividendos ao exterior.
A partir do dia 1º de janeiro, as remessas ao exterior estarão sujeitas a uma alíquota de 10% de Imposto de Renda (IR), assim como o envio de dividendos acima de R$ 50 mil por mês. Diante disso, as grandes empresas estão aproveitando os últimos dias de vigência da legislação atual, que garante isenção, para enviar os recursos ao exterior.
Além disso, a alta dos juros futuros também contribuiu para a queda da bolsa de valores. Sem uma definição clara sobre quando o Banco Central (BC) começará a reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia), os juros futuros tiveram uma alta, estimulando a migração de investimentos da bolsa para a renda fixa.
É importante ressaltar que, apesar desses movimentos no mercado financeiro, o Brasil tem apresentado uma recuperação econômica gradual e sólida. A aprovação do Orçamento de 2021 é um sinal positivo de que o país está no caminho certo para a retomada do crescimento.
Além disso, a arrecadação recorde do governo em novembro mostra que a economia está se recuperando e que as medidas adotadas pelo governo para enfrentar a crise estão surtindo efeito.
É natural que em momentos de instabilidade econômica, como o que estamos vivendo, haja uma maior volatilidade no mercado financeiro. Porém, é importante manter a calma e não tomar decisões precipitadas. O mercado é cíclico e essas oscilações são normais.
Para os investidores, é fundamental manter uma estratégia de longo prazo e diversificar seus investimentos. Assim, é possível minimizar os riscos e aproveitar as oportunidades que surgem em momentos de crise.
Por fim, é importante destacar que o Brasil tem um mercado sólido e atrativo para os investidores. O país possui uma economia diversificada e um potencial de crescimento enorme. Portanto, é preciso ter confiança e acreditar no potencial do nosso país.
Em resumo, o dia de turbulências no mercado financeiro pode assustar, mas é importante manter a calma e ter uma visão de longo prazo. O Brasil está no caminho certo para a retomada do crescimento e, com uma estratégia de investimentos bem
