A partir desta terça-feira (23), as cerca de 19 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família terão acesso ao calendário de pagamento do programa social para o ano de 2026. Essa é uma importante medida do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para garantir a segurança e organização financeira das famílias mais vulneráveis do país.
O Bolsa Família é um programa de transferência de renda criado em 2003 com o objetivo de combater a pobreza e a desigualdade social no Brasil. Ao longo dos anos, ele tem se mostrado essencial para a melhoria da qualidade de vida de milhões de brasileiros, que recebem auxílio financeiro para suprir suas necessidades básicas.
O calendário de pagamento do Bolsa Família é divulgado anualmente pelo MDS e determina as datas de depósito dos benefícios para as famílias cadastradas no programa. Os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês, de forma escalonada de acordo com o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS). Em dezembro, o cronograma é antecipado em cerca de uma semana devido às festas de fim de ano.
Para evitar a perda do benefício, o MDS recomenda que cada beneficiário atualize seus dados e os da família no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) a cada 24 meses. Além disso, a partir de maio de 2026, os novos beneficiários do programa sem biometria cadastrada precisarão emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN).
É importante ressaltar que a atualização dos dados é fundamental para garantir que as famílias mais necessitadas continuem recebendo o auxílio do Bolsa Família. Essa medida também ajuda no combate a possíveis fraudes e garante que o benefício seja destinado às pessoas que realmente precisam.
Para realizar a atualização dos dados, é necessário que a pessoa responsável pela família compareça a um posto de atendimento socioassistencial, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), ou a um posto de atendimento do Cadastro Único. É preciso levar os documentos de cada membro da família e comprovar a renda domiciliar.
O Bolsa Família é destinado às famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, e pobreza, com renda mensal entre R$ 218 e R$ 437 por pessoa. O cadastramento no programa é feito em postos de atendimento da assistência social dos municípios e é necessário estar inscrito no CadÚnico.
Com a recriação do Bolsa Família em março de 2023, o Governo Federal passou a garantir o repasse mínimo de R$ 600 por família inscrita, com adicionais conforme a composição da família. Os pagamentos são realizados por meio do aplicativo Caixa Tem ou podem ser sacados em caixas eletrônicos por quem possui o cartão do programa social.
Além do valor básico, o Bolsa Família também contempla benefícios adicionais, como o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação adequada da criança. Há também um acréscimo de R$ 50 para mães gestantes e para filhos de 7 a 18 anos e um adicional de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos.
Caso haja dúvidas sobre o Bolsa Família, é possível entrar em contato com o Disque Social, no número 121, ou com a Caixa Econômica
