Empresas e Estados enfrentam um cenário desafiador: recursos cada vez mais escassos e uma crescente necessidade de resiliência e redução de dependências críticas. Diante dessa realidade, é preciso repensar as prioridades e buscar soluções que gerem valor e garantam a sustentabilidade dos negócios e da sociedade como um todo.
A atual crise econômica e sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 deixou claro que a resiliência é um elemento-chave para a sobrevivência e o sucesso das empresas e dos Estados. Aqueles que não estavam preparados para enfrentar uma situação tão adversa, ficaram em situação de grande vulnerabilidade. Por outro lado, aqueles que investiram em projetos e estratégias que reforçassem sua resiliência, conseguiram se adaptar e até mesmo crescer em meio ao caos.
A resiliência pode ser definida como a capacidade de se adaptar e se recuperar de situações adversas. No caso das empresas, isso envolve ter um planejamento estratégico sólido, uma equipe capacitada e recursos suficientes para lidar com imprevistos e crises. Já no âmbito dos Estados, significa ter políticas públicas eficientes, uma economia diversificada e um sistema de saúde e assistência social que não deixe os mais vulneráveis desamparados em momentos de crise.
No entanto, a resiliência por si só não é suficiente. É preciso também reduzir as dependências críticas, ou seja, diminuir a exposição a fatores externos que possam comprometer a estabilidade e o funcionamento das empresas e dos Estados. Isso inclui diversificar as fontes de recursos, fornecedores e mercados de atuação, além de buscar alternativas para minimizar a dependência de recursos não renováveis. A busca por eficiência energética e a adoção de fontes de energia limpa e renovável, por exemplo, podem ser estratégias eficazes para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Nesse sentido, é importante que as empresas e Estados estejam atentos às tendências e inovações que possam impactar suas operações. A transformação digital, por exemplo, trouxe mudanças significativas no modelo de negócios e nas relações de trabalho. Aquelas empresas que investiram em tecnologia e inovação, estavam mais preparadas para lidar com os desafios impostos pela pandemia e até mesmo aproveitar as oportunidades geradas por essa transformação.
Além da resiliência e da redução de dependências críticas, é fundamental que os projetos desenvolvidos pelas empresas e Estados tenham como objetivo gerar valor. Isso significa oferecer produtos e serviços que atendam às necessidades e expectativas dos clientes, contribuir para o desenvolvimento econômico e social, e preservar o meio ambiente. Em um mundo cada vez mais consciente e preocupado com questões sociais e ambientais, empresas e Estados que não considerarem esses aspectos em suas estratégias podem ficar para trás.
No entanto, para que isso seja possível, é necessário que haja uma mudança na forma como os recursos são utilizados. Em vez de priorizar projetos de curto prazo e lucratividade imediata, é preciso pensar em soluções sustentáveis e que gerem valor a longo prazo. Além disso, é importante que haja uma colaboração entre empresas e Estados, trabalhando em conjunto para identificar as principais ameaças e oportunidades e encontrar soluções em comum.
A pandemia mostrou que o mundo é volátil e imprevisível. Por isso, é necessário que as empresas e Estados estejam preparados para enfrentar os desafios que surgirão no futuro. Isso significa priorizar projetos que reforcem a resiliência, reduzam as dependências críticas e gerem valor. A busca por sol

