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Aloysio Nunes diz governo Bolsonaro atrasou negociações do acordo Mercosul-UE

Segundo o chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa e ex-ministro das Relações Exteriores, Rubens Ricupero, durante as discussões sobre o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, existiam objeções em relação à “sustentabilidade” do acordo naquele período.

O acordo, que foi anunciado em junho de 2019 após mais de 20 anos de negociação, trouxe muitas esperanças para os países envolvidos. Com a promessa de redução de tarifas e barreiras comerciais, o acordo foi visto como um importante passo para fortalecer as relações econômicas entre os dois blocos.

No entanto, durante as negociações, a questão da sustentabilidade foi levantada por países europeus que questionavam os impactos ambientais e sociais relacionados às práticas econômicas do Mercosul. Esse foi um ponto crucial nas discussões e levou a muitas objeções por parte dos críticos do acordo.

De acordo com Ricupero, essa preocupação com a sustentabilidade não era uma surpresa, já que a Europa tem um histórico de maior rigor nesse quesito. No entanto, ele afirma que o Mercosul não estava indiferente a essas questões e que o bloco já trabalhava em medidas de preservação ambiental e responsabilidade social.

Ricupero também ressalta que o acordo inclui um capítulo específico sobre desenvolvimento sustentável e que o documento estabelece compromissos e mecanismos de acompanhamento para garantir que os compromissos sejam cumpridos. Além disso, o acordo também prevê a criação de um Comitê de Desenvolvimento Sustentável, que será responsável por monitorar as ações relacionadas ao tema.

Outra preocupação dos críticos era em relação ao impacto do acordo no meio ambiente, principalmente por causa da expansão da agricultura. No entanto, Ricupero argumenta que o acordo pode, na verdade, ter um efeito positivo nesse aspecto. Ele afirma que, ao permitir a entrada de produtos agrícolas do Mercosul no mercado europeu, o acordo pode ajudar a combater o desmatamento na região, já que os produtores terão mais incentivos para seguir métodos de produção sustentáveis.

Além disso, o acordo também prevê cláusulas para garantir o cumprimento dos compromissos do Acordo de Paris, que visa a redução das emissões de gases de efeito estufa e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O texto também inclui medidas para promover a economia circular e a gestão sustentável dos recursos naturais.

Apesar das objeções e das críticas, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi celebrado como um grande avanço nas relações entre os dois blocos. Além dos benefícios econômicos, o acordo também pode trazer impactos positivos para a sustentabilidade e o meio ambiente.

O ex-ministro também destaca a importância da cooperação entre os países para enfrentar desafios globais como a crise climática. Ele afirma que a parceria entre o Mercosul e a União Europeia vai além do aspecto econômico e pode ser uma força para o bem em questões globais.

Com o acordo ainda dependendo de ratificação por parte dos parlamentos dos países envolvidos, é importante continuar o diálogo e o monitoramento das ações relacionadas à sustentabilidade. A ApexBrasil, agência responsável pela promoção de exportações brasileiras, está comprometida em atuar como um facilitador nesse processo e garantir que os compromissos assumidos pelo Brasil sejam de fato cumpridos.

Em resumo, as objeções em relação à sustentabilidade do acordo de livre comércio entre a União Europe

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