Um duplo feminicídio chocou a cidade de União do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, na última sexta-feira (9). Uma professora da rede municipal, Juvilete Kviatkoski, de 37 anos, e sua filha de apenas 15 anos foram brutalmente assassinadas dentro da própria residência. O autor do crime, companheiro da mulher e pai da adolescente, também acabou perdendo a vida em um confronto com a polícia.
A violência contra a mulher infelizmente ainda é uma triste realidade em nosso país. A cada duas horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. E essa estatística não é diferente em Santa Catarina, onde somente em 2020 foram registrados 69 casos de feminicídio.
O feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, é um crime motivado por questões de gênero. E é preciso ressaltar que esse tipo de violência não acontece apenas em relacionamentos abusivos, mas também pode ocorrer em qualquer ambiente, inclusive dentro da própria casa.
No caso de Juvilete e sua filha, a violência doméstica levou a um desfecho trágico e irreparável. Segundo relatos de vizinhos, o relacionamento do casal era conturbado e marcado por brigas constantes. Mas, infelizmente, muitas vezes as vítimas não conseguem denunciar ou buscar ajuda, seja por medo ou por acreditarem que a situação pode melhorar.
A violência contra a mulher é uma questão social que precisa ser combatida em todas as esferas. É preciso que a sociedade esteja atenta e denuncie qualquer tipo de agressão contra a mulher, seja física, psicológica ou verbal. Além disso, é fundamental que o Estado ofereça suporte e proteção às vítimas, para que elas possam sair dessa situação de violência e reconstruir suas vidas.
O poder público também tem um papel importante na prevenção do feminicídio. É necessário investir em políticas públicas que promovam a igualdade de gênero e combatam a cultura machista e patriarcal que ainda está enraizada em nossa sociedade. Além disso, é preciso que haja uma punição rigorosa para os agressores, de forma a coibir e desencorajar esse tipo de violência.
Não podemos deixar que mais mulheres se tornem estatísticas de feminicídio. É preciso que a sociedade se una e lute por um mundo mais justo e igualitário. Não podemos mais permitir que a violência contra a mulher seja considerada algo “normal” ou “aceitável”. Cada vida perdida é uma tragédia que poderia ter sido evitada.
Neste momento de dor e luto, prestamos nossas condolências à família e amigos de Juvilete e sua filha. Que a justiça seja feita e que esse triste acontecimento sirva de alerta para que possamos tomar medidas efetivas para combater a violência contra a mulher. Não podemos mais permitir que a vida de mulheres seja ceifada por questões de gênero.

