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EY: Oportunidades para estar atento em Angola e Moçambique

Com o início de um novo ano, é natural que as empresas e os mercados comecem a traçar suas perspectivas e planos para os próximos meses. No caso dos mercados angolano e moçambicano, dois países africanos que têm atraído cada vez mais investimentos estrangeiros, as expectativas são positivas e promissoras.

Para entender melhor as tendências desses mercados, conversamos com alguns dos principais responsáveis de empresas de renome, como a Vieira de Almeida (VdA), a Ernst & Young (EY), a Pérez-Llorca e a Abreu, que compartilharam suas visões e previsões para o ano de 2021.

De acordo com João Vieira de Almeida, managing partner da VdA, uma das maiores sociedades de advogados em Portugal e com forte presença em Angola e Moçambique, o ano de 2021 será marcado por uma recuperação econômica nos dois países. “Apesar dos desafios enfrentados em 2020, acreditamos que Angola e Moçambique têm um grande potencial de crescimento e que o pior já passou. Com a estabilização dos preços do petróleo e a retomada de projetos de infraestrutura, esperamos um aumento significativo nos investimentos e no desenvolvimento dos mercados”, afirma Vieira de Almeida.

Já Miguel Almeida, managing partner da EY em Angola e Moçambique, destaca que a pandemia de Covid-19 trouxe desafios e oportunidades para os mercados africanos. “A crise sanitária e econômica global acelerou a necessidade de transformação digital e de diversificação da economia em Angola e Moçambique. Isso abre espaço para novos investimentos e parcerias, principalmente nas áreas de tecnologia, energia renovável e agronegócio”, afirma Almeida.

Na mesma linha, Juan Pérez-Llorca, managing partner da Pérez-Llorca em Moçambique, ressalta que a diversificação econômica é uma das principais tendências para o mercado moçambicano em 2021. “O país tem um grande potencial em setores como turismo, mineração e gás natural, e acreditamos que haverá um aumento nos investimentos nessas áreas. Além disso, a estabilidade política e a melhoria do ambiente de negócios são fatores que também contribuirão para o crescimento do mercado”, afirma Pérez-Llorca.

Por sua vez, Nuno Galvão Teles, managing partner da Abreu em Angola, destaca que a estabilidade política e a melhoria do clima de negócios são fundamentais para atrair investimentos estrangeiros. “Angola tem feito um grande esforço para melhorar seu ambiente de negócios e isso tem sido reconhecido internacionalmente. Acreditamos que, com a continuidade dessas reformas, o país se tornará ainda mais atrativo para investidores estrangeiros”, afirma Galvão Teles.

Além da diversificação econômica e da melhoria do ambiente de negócios, os responsáveis também apontam outras tendências para os mercados angolano e moçambicano em 2021. Entre elas, destacam-se a importância da sustentabilidade e da responsabilidade social, a digitalização dos serviços e a valorização da mão de obra local.

Para João Vieira de Almeida, a sustentabilidade e a responsabilidade social serão cada vez mais valorizadas pelos investidores e pelas empresas. “Os mercados angolano e moçambicano têm um grande potencial em setores como energia renovável e agronegócio, que são fundamentais para a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico. Além disso, a responsabilidade social é um fator cada vez mais importante para a reputação e a competitividade das empresas”, afirma Vieira de Almeida.

Miguel

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