A Receita Federal do Brasil está empenhada em adotar um novo modelo de cobrança, que visa incentivar a autorregularização dos contribuintes e atuar com mais rigor contra aqueles que possuem débitos recorrentes. A expectativa é que essa iniciativa resulte em uma arrecadação recorde de R$ 200 bilhões este ano.
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou essa mudança de postura do órgão durante a divulgação do balanço de arrecadação de 2025. Ele destacou que essa estratégia marca uma mudança definitiva na atuação da Receita, que passará a ser mais proativa e orientadora, ao invés de apenas reativa e repressora.
A cobrança amigável, que prioriza o diálogo e a orientação, será o principal foco da Receita. Essa abordagem será aplicada aos contribuintes em situação de inadimplência ocasional, com o objetivo de evitar o prolongamento de disputas judiciais e incentivar a regularização dos débitos.
Essa nova postura da Receita Federal foi incorporada à Lei Complementar 225, sancionada no início deste ano. Anteriormente, a cobrança amigável era apenas uma diretriz do órgão, mas agora ela está prevista em lei, o que fortalece e legitima essa estratégia.
Um dos pilares da cobrança amigável é a orientação como regra para prevenir irregularidades. Com essa abordagem, a Receita busca educar os contribuintes e evitar que eles cometam erros na hora de declarar e pagar seus impostos. Além disso, bons pagadores serão beneficiados com a ausência de multas em caso de eventuais erros ou atrasos.
Outro ponto importante é a autorregularização, que será incentivada para os contribuintes adimplentes ou ocasionais. Ou seja, para aqueles que possuem débitos, mas que não são considerados devedores contumazes. Nesses casos, as penalidades serão menores do que as aplicadas aos devedores contumazes.
Falando neles, os devedores contumazes serão o principal alvo da Receita Federal. Essas empresas ou pessoas físicas utilizam a inadimplência como estratégia de negócio, muitas vezes sonegando impostos de forma recorrente. A Receita estima que, apesar de serem poucos, esses devedores devem bilhões ao governo.
Para enfrentar essa situação, a Receita pretende atuar com mais rigor e punir esses devedores contumazes. Um dos setores que mais concentra esse tipo de prática é o de cigarros, que gera enormes prejuízos aos cofres públicos. Com a nova lei, a Receita terá mais instrumentos para coibir essas práticas e garantir que esses recursos sejam destinados para áreas essenciais, como saúde, educação e previdência.
A expectativa da Receita é que, com a cobrança amigável e o combate aos devedores contumazes, a arrecadação alcance R$ 200 bilhões este ano. Esse valor representa um recorde histórico e mostra a efetividade dessa nova estratégia adotada pelo órgão.
Portanto, é importante que os contribuintes estejam cientes dessas mudanças e busquem manter seus impostos em dia. Além de evitar problemas com o Fisco, a regularização dos débitos contribui para o desenvolvimento do país, garantindo recursos para áreas fundamentais e promovendo um ambiente de negócios mais justo e saudável.
Diante desse cenário, a Receita Federal se coloca à disposição para orientar e auxiliar os contribuintes, buscando sempre uma solução amigável e evitando o litígio. Com essa nova postura, o órgão
