Site icon Diario Publico 365

Gestores executivos portugueses continuam a investir abaixo da média em IA

O avanço da tecnologia tem sido uma das maiores transformações da sociedade ao longo dos anos. Dentre as tecnologias emergentes, a Inteligência Artificial (IA) se destaca por sua capacidade de aprender, raciocinar e tomar decisões de forma autônoma, sem precisar da intervenção humana. No entanto, um estudo recente revela que apenas 2% das empresas portuguesas estão alocando mais de um quinto do seu orçamento para a IA, um número muito abaixo da média global de 15%.

O estudo, realizado pela empresa de consultoria Accenture, analisou mais de 1.500 empresas em 16 países, incluindo Portugal, e constatou que a maioria das organizações ainda não está investindo o suficiente em IA. O baixo investimento no país é preocupante, pois a IA tem sido apontada como um dos principais impulsionadores da economia mundial, podendo gerar até US$ 15,7 trilhões em valor econômico até 2030.

Segundo o relatório, a maioria das empresas portuguesas ainda está na fase inicial de adoção da IA, utilizando-a apenas em tarefas básicas e rotineiras, como atendimento ao cliente e análise de dados. Isso indica que ainda há um grande espaço para crescimento e inovação no uso da tecnologia no país.

Além disso, o estudo também mostra que as empresas que investem em IA estão colhendo resultados significativos, com aumento de produtividade, redução de custos e melhoria na experiência do cliente. Isso comprova que a tecnologia está trazendo benefícios reais para os negócios e não deve ser ignorada pelas empresas.

Um dos principais motivos apontados para o baixo investimento em IA é a falta de conhecimento sobre a tecnologia e suas aplicações. Muitas empresas ainda não entendem completamente como a IA pode ajudá-las a melhorar seus processos e se manterem competitivas no mercado. Além disso, o medo em relação à substituição de empregos humanos por máquinas também é um fator que tem impedido as empresas de investirem mais em IA.

No entanto, é importante ressaltar que a IA não veio para substituir os trabalhadores humanos, mas sim para auxiliá-los em suas tarefas. A tecnologia é capaz de realizar tarefas repetitivas e mecânicas de forma mais eficiente e precisa, permitindo que os profissionais se dediquem a atividades mais estratégicas e criativas. Além disso, o avanço da IA também pode gerar novas oportunidades de emprego, como a criação de funções relacionadas à manutenção e gestão das tecnologias.

Diante desse cenário, é fundamental que as empresas portuguesas mudem sua mentalidade em relação à IA e comecem a investir mais na tecnologia. Além de garantir a competitividade no mercado, o investimento em IA pode trazer benefícios para a economia do país como um todo. Um estudo realizado pela PwC aponta que a IA pode adicionar 4,5% ao PIB português até 2030, gerando cerca de 140 milhões de euros em receitas anuais.

O governo português já vem tomando medidas para incentivar o desenvolvimento da IA no país. Em 2019, foi lançada a Estratégia Nacional para a IA, com o objetivo de promover a investigação, inovação e adoção da tecnologia em diversos setores da economia. Além disso, o governo também criou o Hub de Competências Digitais e a Rede de Competências para a IA, com o intuito de capacitar profissionais e estimular a colaboração entre as empresas e universidades.

Portanto, é essencial que as empresas portuguesas aproveitem essas iniciativas e comecem a investir mais em IA. A tecnologia

Exit mobile version