A retomada de investimentos da Petrobras na indústria naval na Bahia é uma excelente notícia para o estado e para o país. Com a construção de seis embarcações de apoio marítimo offshore nos próximos anos, a empresa está demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social da região.
O anúncio foi feito em um evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de ministros e centenas de trabalhadores do estaleiro Enseada, em Maragogipe, município do Recôncavo Baiano.
Essa iniciativa da Petrobras é um importante passo para a recuperação da indústria naval brasileira, que ficou estagnada por oito anos. Além disso, o investimento bilionário para retomar o projeto é uma prova do comprometimento da empresa com o desenvolvimento do país.
A construção das seis embarcações do tipo ORSV (Oil Spill Response Vessel) é de extrema importância para o setor de petróleo e gás, pois essas embarcações são especializadas em atividades de controle de vazamentos em alto-mar. Além disso, a fabricação dessas embarcações no Brasil irá gerar mais de 5,4 mil empregos diretos e indiretos, contribuindo para a geração de renda e o aquecimento da economia local.
É importante ressaltar que os contratos exigem 40% de conteúdo local nos componentes usados na fabricação dos barcos, o que fortalece a indústria nacional e estimula o crescimento do setor. Além disso, a Petrobras já avançou na contratação de 44 de 48 embarcações planejadas para fabricação no Brasil, em diferentes estaleiros do país. Isso demonstra a confiança da empresa na capacidade da indústria naval brasileira.
Outro ponto positivo é que as embarcações que serão construídas na Bahia serão equipadas com um sistema de propulsão híbrida, que combina motores elétricos e baterias com geradores movidos a diesel e biodiesel, além da possibilidade de conversão futura para etanol. Essa tecnologia é capaz de reduzir em até 25% as emissões de dióxido de carbono (CO2), contribuindo para a preservação do meio ambiente.
Além da construção das embarcações, a Petrobras também anunciou a retomada e operação das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe (Fafen-BA e Fafen-SE). Essas plantas vão produzir amônia, ureia perolada e ARLA-32, utilizando contrato que ainda inclui a operação dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias, na Bahia.
Com a retomada dessas fábricas, a Petrobras irá responder por 20% de toda a produção de fertilizantes consumida pelo setor agrícola brasileiro. Além disso, uma nova fábrica em construção no Mato Grosso deve elevar a produção nacional para 35% de toda a demanda nos próximos anos. Isso é um grande avanço para o setor agrícola brasileiro, que depende muito da importação de fertilizantes.
O investimento total previsto para a retomada das fábricas é de R$ 38 milhões em cada unidade, e a estimativa é de que sejam gerados 750 empregos diretos em cada uma delas. Essa iniciativa da Petrobras irá contribuir para o desenvolvimento econômico e social das regiões onde as fábricas estão localizadas.
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