As Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros uniram forças para enviar uma proposta conjunta à ministra da Saúde, Marta Temido, em defesa do reforço do modelo português de emergência médica. Esta ação surge num momento em que o Governo se prepara para substituir o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
A proposta conjunta tem como objetivo principal defender e aprimorar o atual modelo de emergência médica em Portugal, que é reconhecido internacionalmente pela sua eficiência e qualidade. Este modelo tem sido elogiado por especialistas e organismos internacionais, sendo considerado um exemplo a seguir.
No entanto, os representantes das Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros acreditam que é necessário um maior investimento e apoio por parte do Governo para que se possa continuar a oferecer um serviço de excelência à população. Segundo os mesmos, o modelo atual já atingiu o seu limite e não é possível continuar a garantir a mesma qualidade sem um reforço das condições de trabalho e uma maior valorização dos profissionais envolvidos.
A prestação de cuidados de emergência médica é uma atividade de extrema importância e que requer um elevado nível de conhecimento e preparação por parte dos profissionais de saúde. É necessário ter uma equipa bem treinada, com recursos adequados e em constante atualização para lidar com situações de risco e de grande pressão. E é precisamente isso que os médicos e enfermeiros pretendem assegurar ao enviar esta proposta conjunta à ministra da Saúde.
A substituição do presidente do INEM, Luís Meira, neste momento crucial é vista pelas Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros como uma oportunidade para revitalizar a estrutura e as políticas de emergência médica em Portugal. Os representantes destas Ordens acreditam que deve ser nomeado um profissional capaz, com experiência na área e com vontade de avançar com as necessárias mudanças e melhorias.
A proposta conjunta apresentada à ministra da Saúde inclui diversas medidas que visam garantir o reforço do atual modelo de emergência médica. Entre elas, destaca-se a necessidade de aumentar o número de equipas de emergência médica, de melhorar as condições de trabalho e de remuneração dos médicos e enfermeiros envolvidos e de promover uma formação contínua e atualizada para a equipa.
As Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros salientam ainda a importância da cooperação entre diferentes entidades envolvidas no processo de emergência médica, como os bombeiros e as forças de segurança. Acreditam que esta articulação é fundamental para uma resposta efetiva e rápida em situações de emergência.
É crucial que o Governo e a ministra da Saúde estejam atentos a esta proposta conjunta e que tomem medidas concretas para garantir que o modelo português de emergência médica continue a ser um dos melhores do mundo. Os profissionais de saúde envolvidos nesta área estão empenhados em prestar um serviço de qualidade à população, mas precisam de melhores condições e de um maior reconhecimento.
Em resumo, esta proposta conjunta das Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros é um importante alerta para a necessidade de reforçar e valorizar o modelo de emergência médica em Portugal. Esperamos que o Governo e a ministra da Saúde atuem rapidamente para garantir que os portugueses continuem a receber um serviço de excelência em situações de emergência médica.


