De acordo com um relatório recente do “Financial Times”, a executiva francesa Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), recebeu um salário de cerca de 726 mil euros em 2024. No entanto, o relatório anual do BCE reporta um salário “base” de 466 mil euros. Esses números chamam a atenção para a questão da igualdade salarial e do papel fundamental das mulheres em cargos de liderança.
Christine Lagarde é uma figura influente na política e economia europeia desde a sua nomeação como presidente do BCE em 2019. Ela é a primeira mulher a ocupar esse cargo e tem sido uma defensora da igualdade de gênero e da diversidade no ambiente corporativo. Sua remuneração, no entanto, tem gerado discussões sobre a diferença salarial entre homens e mulheres em cargos de liderança.
Segundo o relatório do “Financial Times”, o salário de Lagarde é composto por um “salário base” de 466 mil euros e uma “remuneração variável” de 260 mil euros. A remuneração variável é determinada pelo desempenho da executiva e pode variar de acordo com os resultados alcançados pelo BCE em relação às políticas e metas estabelecidas. Essa é uma prática comum em empresas e instituições financeiras, onde os bônus são uma forma de incentivar os colaboradores a alcançarem resultados positivos.
No entanto, a discrepância entre o salário base e a remuneração variável de Lagarde é significativa. Enquanto o salário base é semelhante ao de seu antecessor, Mario Draghi, a remuneração variável é consideravelmente menor. De acordo com o relatório, Draghi recebeu uma remuneração variável de 1,23 milhões de euros em 2018, o que representa uma diferença de mais de 900 mil euros em relação a Lagarde.
Essa diferença salarial entre homens e mulheres em cargos de liderança é um reflexo da desigualdade de gênero ainda presente em muitas áreas profissionais. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a igualdade de gênero só será alcançada em 99,5 anos, o que mostra que ainda há muito a ser feito para mudar essa realidade. Além disso, um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelou que as mulheres ganham, em média, 20% a menos do que os homens em todo o mundo.
No entanto, apesar desses números preocupantes, a nomeação de Christine Lagarde como presidente do BCE é um passo importante para a igualdade de gênero no mercado de trabalho. Sua atuação no cargo tem sido elogiada por sua competência e liderança, e isso é um exemplo para outras mulheres que desejam ocupar posições de destaque em suas áreas de atuação.
Além disso, cabe destacar que o salário de Lagarde está dentro da média do que é pago a executivos de outras instituições financeiras europeias. De acordo com uma pesquisa da empresa de consultoria Willis Towers Watson, o salário médio dos presidentes de bancos centrais na Europa é de cerca de 700 mil euros. Portanto, o valor recebido por Lagarde não é considerado fora do padrão.
Além de ser uma líder competente, Lagarde é uma defensora da diversidade e inclusão no ambiente corporativo. Durante sua atuação no Fundo Monetário Internacional (FMI), ela implementou políticas para aumentar o número de mulheres em cargos de liderança e promoveu a igualdade de gênero em suas operações. Sua nomeação como presidente do BCE é um reflexo de seu trabalho e de sua visão de um mundo mais igualitário.
Em resumo, os números divulgados pelo “Financial Times” sobre o salário de Christine Lagarde geraram

