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Abuso online na Copa do Mundo cresce 13 vezes

Abuso online na Copa do Mundo cresce 13 vezes
Fonte: g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/07/01/fifa-diz-que-abuso-online-na-copa-do-mundo-aumentou-13-vezes-11-motivado-por-questoes-raciais.ghtml

Aumento alarmante do abuso online na Copa do Mundo

O departamento de proteção digital da Fifa revelou dados preocupantes sobre o abuso online na Copa do Mundo 2026. Durante a fase de grupos, os sistemas de monitoramento identificaram 89 mil publicações abusivas nas plataformas digitais, conforme comunicado divulgado na quarta-feira. Este número representa um crescimento exponencial de 13 vezes quando comparado à edição de 2022, realizada no Catar, sinalizando uma deterioração significativa no ambiente online durante competições de futebol.

Escala do monitoramento e análise de conteúdo

A Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários durante o período, indicando um crescimento de 33% em relação ao torneio anterior. Este volume expressivo de conteúdo monitorado reflete a expansão do torneio, que passou de 32 para 48 seleções participantes. O aumento de equipes envolvidas contribuiu diretamente para a elevação na quantidade de material publicado nas redes sociais e, consequentemente, para o crescimento dos abusos identificados.

Dimensão do preconceito racial nos ataques online

Entre as publicações abusivas documentadas, 11% tinham como motivação principal questões relacionadas ao racismo e discriminação étnica. Este percentual representa um incremento de 3% em relação à mesma fase do torneio no Catar, indicando uma tendência alarmante de intensificação de ataques discriminatórios. A Fifa destacou que este aumento reflete um "crescimento significativo no material objetivamente mais ofensivo e prejudicial" circulando nas plataformas digitais, comprometendo a experiência segura de jogadores, técnicos, árbitros e seus seguidores.

Operação do sistema de proteção digital

O SMPS disponibiliza proteção abrangente para todos os profissionais envolvidos em torneios da Fifa, incluindo atletas, comissões técnicas e árbitros. A plataforma funciona através de uma combinação estratégica entre tecnologia automatizada e moderação realizada por especialistas humanos. Este modelo híbrido permite identificar, filtrar e bloquear conteúdos racistas, discriminatórios e ameaçadores antes que os seguidores dos jogadores sejam expostos a material prejudicial.

Do total de 225 mil publicações selecionadas para análise manual, os moderadores classificaram 89 mil como abusivas e implementaram medidas apropriadas. Aproximadamente 1.000 contas foram encaminhadas para investigações mais profundas pelas autoridades competentes. Paralelamente, as ferramentas de moderação automatizadas ocultaram cerca de 181 mil comentários de ódio diretamente nas páginas das seleções, impedindo sua visualização pelo público.

Volume de moderação durante a competição

Durante a fase de grupos, mais de dois milhões de comentários foram moderados, incluindo spam e conteúdo originário de bots e contas falsas. Este número representa um crescimento de quatro vezes em comparação com o torneio de 2022, demonstrando a intensificação da atividade maliciosa coordenada nas plataformas. A combinação de contas fraudulentas e publicações automáticas amplifica a disseminação de conteúdo abusivo, exigindo recursos cada vez maiores de moderação.

Colaboração com autoridades policiais

A Fifa intensificou seus esforços de cooperação com as autoridades policiais através do SMPS, que agora reúne evidências para possibilitar a abertura de processos judiciais. Mais de 100 casos foram identificados que atendem aos critérios legais para criminalização dos responsáveis, representando um avanço significativo na responsabilização criminal de perpetradores de ataques discriminatórios online. Esta iniciativa visa criar consequências legais reais para quem comete abuso e discriminação nas redes sociais.

Casos documentados de atletas vítimas

Entre os incidentes registrados durante o torneio, jogadores da seleção holandesa enfrentaram insultos racistas após desempenho na competição. Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram ataques específicos nas redes sociais após desperdiçarem cobranças de pênalti na derrota para Marrocos, ilustrando como momentos críticos do jogo desencadeiam ondas de abuso discriminatório contra os atletas e suas famílias.

Contexto do formato expandido do torneio

A Copa do Mundo 2026 marca a primeira participação com 48 seleções em vez das tradicionais 32, alterando significativamente a dinâmica da competição. Este formato ampliado aumenta o número de jogadores, torcedores e oportunidades para geração de conteúdo nas redes sociais, fatores que contribuem diretamente para o aumento no volume de publicações analisadas e, consequentemente, no aumento dos abusos identificados pelo SMPS da Fifa.

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