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Argentina provoca Inglaterra com faixa das Malvinas na semifinal

Argentina provoca Inglaterra com faixa das Malvinas na semifinal
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/15/as-malvinas-sao-argentinas-entenda-a-provocacao-da-faixa-exibida-por-jogadores-apos-eliminarem-a-inglaterra-da-copa.ghtml

A provocação argentina nas Malvinas após a vitória épica

A campanha pela recuperação territorial das Malvinas Argentina ganhou novo destaque no futebol quando jogadores da seleção albiceleste exibiram uma faixa contendo a mensagem 'As Malvinas são argentinas' imediatamente após eliminar a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo 2026. O gesto ocorreu em um momento de grande emoção, com a Argentina conquistando uma vitória por 2 a 1 com gols marcados nos minutos finais da partida.

O contexto histórico da disputa das Malvinas Argentina

A reivindicação das Malvinas Argentina não é recente e vai muito além do âmbito desportivo. O texto estampado na faixa faz referência direta à Guerra das Malvinas, um conflito armado que ocorreu em 1982, quando a Argentina tentou recuperar o controle das ilhas através da Operação Rosário. Este episódio deixou marcas profundas na sociedade argentina, com aproximadamente 650 soldados argentinos perdendo suas vidas durante o confronto de dois meses.

As raízes da reivindicação argentina

Os argentinos fundamentam sua reivindicação sobre as Malvinas Argentina em fatores geográficos e históricos. As ilhas localizam-se a apenas 600 quilômetros da costa da Patagônia, enquanto distam cerca de 13 mil quilômetros do Reino Unido. Argumentam que os espanhóis foram os primeiros a ocupar o território durante o período em que governavam o Vice-Reino do Rio da Prata.

Após a independência em 1810, a Argentina assumiu o controle das ilhas na década de 1820. Em 1829, o país nomeou um governador para administrar as Malvinas Argentina. No entanto, quatro anos depois, em 1833, forças britânicas expulsaram as autoridades argentinas do arquipélago, iniciando um período de domínio inglês que persiste até hoje.

O conflito armado de 1982 e suas consequências

Sob o regime ditatorial, a Argentina lançou a Operação Rosário em abril de 1982, buscando reconquistar as Malvinas Argentina através de uma invasão militar. A resposta britânica foi rápida e eficaz, resultando em uma derrota argentina dois meses depois. O saldo do confronto foi devastador: 649 soldados argentinos morreram, 255 combatentes britânicos perderam a vida, além de 3 moradores das ilhas.

O navio General Belgrano tornou-se um símbolo desse conflito, sendo afundado pelas forças navais britânicas durante a guerra. Este evento marcou um ponto de inflexão na campanha militar argentina nas Malvinas Argentina.

A posição internacional e o plebiscito de 2013

O Reino Unido contesta a reivindicação argentina baseando-se em documentação que remontaria a 1765, anterior aos esforços argentinos de ocupação. Os britânicos alegam que enviaram um navio de guerra para as ilhas em 1833 com o objetivo específico de expulsar as autoridades argentinas que tentavam tomar posse do território.

Em 2013, décadas após o encerramento do conflito, os residentes das Malvinas Argentina foram consultados através de um plebiscito para decidir sobre o destino das ilhas. O resultado foi praticamente unânime, com os moradores optando por manter o status de território ultramarino do Reino Unido, posição que contraria frontalmente as aspirações argentinas.

A rivalidade futebolística e seus desdobramentos políticos

A confrontação entre Argentina e Inglaterra no futebol carrega consigo toda a carga emocional e política dessa disputa territorial. Quatro anos após a Guerra das Malvinas Argentina, em 1986, as duas seleções se enfrentaram novamente pelas quartas de final da Copa do Mundo. A Argentina venceu em um jogo memorável que ficou marcado pelos dois gols de Maradona: o primeiro controversial, marcado com a mão e eternizado como 'La Mano de Dios', e o segundo considerado um dos mais belos da história do futebol.

Posições governamentais contemporâneas

A questão das Malvinas Argentina permanece viva na política nacional. O atual presidente argentino, Javier Milei, trouxe novamente à tona a reivindicação de soberania sobre o arquipélago. No entanto, Milei não foi o primeiro mandatário a defender essa posição: tanto Cristina Kirchner quanto Maurício Macri, apesar de serem adversários políticos, defenderam a recuperação das ilhas para o domínio argentino.

A exibição da faixa pelos jogadores argentinos durante a Copa do Mundo 2026 representa a continuidade dessa luta simbólica pelas Malvinas Argentina, mantendo viva a memória histórica de um conflito que ainda reverbera na identidade nacional argentina, transcendendo as fronteiras do campo de jogo.

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