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EUA intensificam ataques contra Irã e acordo de paz desmorona

EUA intensificam ataques contra Irã e acordo de paz desmorona
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/12/a-era-dos-acordos-acabou-diz-presidente-do-parlamento-iraniano-eua-volta-a-atacar-ira.ghtml

Nova escalada de conflito entre EUA e Irã

Os Estados Unidos retomaram operações militares ofensivas contra o Irã neste domingo (12), marcando uma intensificação significativa nas ataques contra Irã após um incidente que deixou uma embarcação de contêineres em chamas no Estreito de Ormuz, com um tripulante desaparecido. A sequência de ofensivas representa o colapso dos esforços diplomáticos que buscavam estabilizar a região nos últimos meses.

Segundo autoridades militares americanas, os objetivos dos ataques contra Irã incluem sistemas de mísseis, defesas aéreas e embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica em diversos locais do território iraniano. A operação visava degradar a capacidade de Teerã de conduzir ataques contra navegações civis e navios comerciais que utilizam a principal rota de passagem de petróleo e gás natural global.

Dimensão dos ataques realizados pelos EUA

O Exército americano informou que atingiu aproximadamente 140 alvos distribuídos por todo o Irã, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munição, equipamentos de comunicação e instalações militares estratégicas. Os ataques contra Irã representaram uma escalada significativamente maior comparados às operações dos dias anteriores, quando três rodadas de bombardeios foram realizadas em resposta a ofensivas que visavam embarcações atravessando o estreito por rotas próximas à costa de Omã.

O presidente Donald Trump confirmou a intensidade das operações em entrevista ao programa "Meet the Press" da emissora NBC, afirmando que as forças americanas "bombardearam pra valer na noite passada". A declaração refletia a determinação da administração em responder aos ataques iranianos de forma vigorosa e sem precedentes nesta fase do conflito.

Reação iraniana e fim das negociações

Em resposta aos ataques contra Irã, Teerã lançou contraofensivas contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã, nações que abrigam instalações militares americanas ou possuem papel estratégico nas operações navais regionais. Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, declarou publicamente que "a era dos acordos unilaterais acabou", sinalizando o abandono das tentativas de resolução diplomática.

O líder parlamentar iraniano enfatizou em comunicado que o país havia alertado os Estados Unidos: "cumpra sua palavra ou pague o preço. A realidade está batendo à porta." Esta declaração marcou um ponto de inflexão nas tensões, indicando que negociadores iranianos consideravam a via diplomática encerrada e estava preparado para escalação contínua.

Impacto do conflito no Irã e região

Agências de notícias semioficiais do Irã informaram que um oficial da Marinha iraniana perdeu a vida durante os ataques contra Irã. A morte representou um fator adicional de motivação para retaliações iranianas contra instalações militares na região, particularmente em países que hospedam tropas americanas.

O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado até restauração da normalidade e ameaçou atingir "bases inimigas adicionais" caso sofresse novos ataques. Contudo, os EUA e Trump insistiram que a passagem marítima continuava operacional, com o Exército americano alegando que mais de 140 navios atravessaram a região na última semana.

Impacto no Estreito de Ormuz e comércio global

O Estreito de Ormuz permanece como epicentro da crise, funcionando como rota estratégica por onde passa aproximadamente um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados globalmente. Antes do conflito, cerca de 140 embarcações circulavam diariamente pela passagem, volume que caiu dramaticamente durante as tensões atuais.

Uma organização multinacional supervisionada pela Marinha americana informou que o tráfego prosseguia "em níveis reduzidos" tanto próximo a Omã quanto ao Irã. O controle iraniano sobre a passagem provocou uma crise energética global, embora os preços do petróleo tenham recuado significativamente após atingirem máximas de US$ 120 por barril durante o pico do conflito.

Ataques iranianos contra países da região

Alertas de mísseis foram acionados em vários países árabes do Golfo após os contra-ataques iranianos. As forças militares do Catar afirmaram ter interceptado ataques iranianos, enquanto explosões foram registradas nos Emirados Árabes Unidos, país vizinho. Três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços durante interceptação dos ataques no Catar, segundo o Ministério do Interior.

O Ministério da Defesa do Kuwait informou que três "postos de fronteira terrestre" no norte do país e uma plataforma de exploração marítima da Kuwait Oil Company sofreram danos, com um trabalhador ficado ferido. Três mísseis iranianos atingiram áreas da Jordânia, provocando pequenos danos materiais mas sem vítimas, conforme divulgou a agência estatal de notícias do país.

Omã convocou o embaixador iraniano para protestar contra os ataques, uma medida inédita desde o início da guerra. O governo omani classificou as ações de Teerã como "irresponsáveis", evidenciando o isolamento crescente do Irã entre parceiros regionais que até então mantinham negociações mediadas.

Incidente que desencadeou a escalada

O navio de contêineres com bandeira do Chipre, alvo de ataque iraniano, sofreu "danos significativos na casa de máquinas", segundo o Exército americano. A autoridade marítima de Omã resgatou 23 tripulantes da embarcação, mas um continuava desaparecido. O Ministério das Relações Exteriores da Índia confirmou que o desaparecido era um cidadão indiano.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que várias embarcações "ignoraram seus alertas" e desobedeceram instruções para seguir rotas autorizadas pelo governo iraniano. Segundo a força, uma delas "foi atingida por disparo de advertência e obrigada a parar", tentativa de justificar as ações que resultaram no incidente.

Contexto diplomático e perspectivas futuras

Trump havia afirmado na semana anterior que o acordo provisório firmado durante a guerra estava "encerrado". Apesar desta declaração, mediadores como Paquistão, Catar e Egito continuaram tentando negociar um entendimento que impedisse escalada adicional.

Um funcionário regional envolvido nas negociações, que falou sob anonimato, afirmou que os esforços para manter o cessar-fogo continuaram mesmo após os ataques contra Irã. O Paquistão informou que seu ministro das Relações Exteriores conversou com o principal diplomata iraniano, pedindo "redução da escalada" por ambos os lados.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que "um retorno a hostilidades em larga escala teria consequências catastróficas", ressaltando as implicações humanitárias e econômicas globais do conflito crescente entre as duas potências regionais.

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