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EUA reiniciam bombardeios contra Irã após mortes militares na Jordânia

EUA reiniciam bombardeios contra Irã após mortes militares na Jordânia
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/18/eua-retomam-ataques-contra-o-ira-apos-mortes-de-militares-americanos-em-base-na-jordania.ghtml

Estados Unidos retomam ofensiva contra o Irã

Os Estados Unidos lançaram uma nova série de ataques aéreos contra o Irã no sábado, 18 de julho, conforme confirmado pelo Comando Central do país. A decisão de retomar os ataques EUA contra Irã veio após a morte de dois militares americanos na base da Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. Esta marca a oitava noite consecutiva de bombardeios americanos contra alvos iranianos, refletindo a crescente tensão entre as duas nações.

Os ataques aéreos iniciaram às 19h (horário de Brasília), sob ordem do presidente Donald Trump. O Comando Central revelou que as operações visavam reduzir significativamente a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente os membros da Guarda Revolucionária Islâmica responsáveis pelos ataques contra militares americanos na Jordânia.

Detalhes dos bombardeios e infraestrutura atingida

Conforme relatado pela mídia estatal iraniana, os bombardeios americanos focaram em infraestrutura civil estratégica. A agência de notícias Mehr informou que os EUA realizaram ataques próximo a Sirik, no sul do Irã. Segundo relatos iranianos, não houve vítimas imediatas registradas, porém as operações continuam afetando infraestrutura crítica.

Nos últimos dias de operações, os ataques EUA contra Irã danificaram severamente instalações civis. A mídia estatal iraniana afirmou que bombardeios atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan. Uma usina de dessalinização foi completamente destruída, cortando o abastecimento de água para aproximadamente 10 mil pessoas. Outra instalação foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz, aumentando as preocupações humanitárias na região.

Vítimas militares americanas e contexto do ataque

Na noite de sexta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou um ataque contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia, utilizando mísseis balísticos e drones. O comando iraniano afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e três outras aeronaves durante a operação. O jornal The New York Times reportou que o ataque danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks.

O Comando Central dos EUA confirmou oficialmente que dois membros das forças armadas americanas morreram em ação enquanto se defendiam contra os ataques iranianos. Adicionalmente, um membro das forças armadas está desaparecido em ação. Quatro militares americanos foram levados a hospitais jordanianos, já tendo sido liberados posteriormente. Outros militares que sofreram ferimentos leves retornaram ao serviço.

Desde o início desta fase do conflito, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos. O CentCom não divulgou os nomes dos militares afetados, mantendo a informação sob sigilo.

Escalada militar e ruptura do cessar-fogo

A retomada dos ataques EUA contra Irã ocorre em um contexto de deterioração das relações diplomáticas entre Washington e Teerã. Teerã e Washington vinham realizando uma intensa escalada militar desde o colapso do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou através das redes sociais que os Estados Unidos violaram repetidamente os compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio. Khamenei criticou a credibilidade das assinaturas presidenciais americanas, declarando que elas possuem pouco valor comparado à conduta do regime americano.

Em resposta às violações dos termos do cessar-fogo, o Irã anunciou oficialmente neste sábado que estava suspendendo todos os compromissos assumidos sob o acordo de junho. O comunicado oficial do governo iraniano reafirmou seu compromisso com a defesa nacional diante do que Teerã considera agressão americana contínua.

Resposta iraniana e ataques contra aliados americanos

Em reação aos bombardeios americanos, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo Pérsico durante o sábado. O Kuwait foi particularmente alvo de ataques contínuos coordenados pela Guarda Revolucionária Islâmica.

Uma usina de dessalinização no Kuwait foi atingida durante os ataques iranianos. As operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido às ameaças contínuas de mísseis e drones iranianos. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambos localizados no Kuwait.

Contexto diplomático e declarações oficiais

Antes dos ataques de sábado, o líder supremo iraniano afirmou publicamente que Washington pagaria por tentar escalar ainda mais o conflito. As declarações refletem a postura intransigente de ambas as partes em relação à negociação de uma solução pacífica para a crise.

O Comando Central dos EUA justificou a continuação dos ataques EUA contra Irã como medidas defensivas e punitivas. O comunicado oficial do Centcom enfatizou que as operações visam proteger as operações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo.

A escalada contínua entre os dois países demonstra o colapso das estruturas diplomáticas que sustentaram o cessar-fogo de junho. Ambos os lados acusam mutuamente de violar os termos acordados, perpetuando um ciclo de retaliação que afeta civis e infraestrutura estratégica em toda a região do Golfo Pérsico.

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