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FIFA rejeita críticas coordenadas contra Infantino e plano comercial

FIFA rejeita críticas coordenadas contra Infantino e plano comercial
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

FIFA defende Infantino diante de pressões e acusações

A entidade máxima do futebol mundial emitiu um comunicado neste sábado (8) condenando o que chamou de "esforço coordenado e contínuo" para enfraquecer a FIFA e seu presidente, Gianni Infantino. A declaração surge em contexto de intensas críticas relacionadas a um projeto de investimentos privados que teria gerado divisões internas e reações negativas de confederações internacionais.

De acordo com a FIFA Infantino, as acusações recentes incluem "alegações sem comprovação e afirmações comprovadamente falsas" contra a organização e sua liderança. A entidade argumenta que há uma campanha sistemática para desestabilizar sua administração, em um momento em que o futebol global enfrenta pressões externas significativas.

Contextualização das acusações contra Infantino

O presidente enfrentou múltiplas acusações nos últimos dias. Um jornal britânico publicou alegações de que Infantino teria realizado pagamentos a uma amante durante sua permanência na UEFA, entidade que governa o futebol europeu. Além disso, dirigentes da própria FIFA o pressionaram para renunciar após a divulgação de seu ambicioso plano de investimentos.

As críticas intensificaram-se especialmente na semana anterior, quando Infantino apresentou uma proposta controversial que rapidamente se tornou centro de debate na comunidade futebolística mundial.

O plano comercial que gerou controvérsia

Infantino apresentou um projeto para vender direitos comerciais da Copa do Mundo através da criação de uma subsidiária avaliada em aproximadamente 20 bilhões de dólares, equivalentes a 102 bilhões de reais. A estrutura proposta, denominada FIFA Forward Enterprise (FFE), buscaria monetizar os direitos através de uma participação minoritária oferecida a investidores privados.

Conforme revelado pelo presidente da FIFA, a administração comercial dessa subsidiária seria conduzida pelo fundo de investimento Thrive Eternal, controlado por Joshua Kushner, que é irmão de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano Donald Trump. Esta associação gerou preocupações adicionais sobre possíveis conflitos de interesse e influência política nos assuntos futebolísticos globais.

Rejeição massiva e abandono do projeto

A proposta da FIFA Infantino enfrentou rejeição generalizada. A opinião pública se manifestou contrariamente ao plano, e a UEFA, confederação responsável pelo futebol europeu, tomou medidas drásticas. A entidade decretou boicote a todas as competições organizadas pela FIFA até que a proposta fosse definitivamente descartada.

Diante da pressão interna e externa, Infantino anunciou a desistência do plano. Contudo, esse recuo não foi suficiente para acalmar as tensões, e os pedidos de renúncia continuaram ecoando em diferentes setores do futebol internacional.

Relação com Donald Trump e prêmios políticos

Paralelamente a esses eventos, durante a Copa do Mundo de 2026, disputada entre Estados Unidos, México e Canadá, Infantino e Trump demonstraram proximidade pública. O presidente da FIFA criou um prêmio inédito, o Prêmio FIFA da Paz, concedendo-o a Trump, que anteriormente havia manifestado expectativa de receber o Prêmio Nobel da Paz.

Essa associação entre Infantino e Trump adicionou camadas de complexidade às narrativas sobre possível influência política nos assuntos administrativos da FIFA, amplificando as vozes críticas que questionam a independência da entidade.

Posicionamento institucional da FIFA

A FIFA mantém que os ataques contra Infantino e sua administração carecem de fundamento sólido. A entidade máxima do futebol argumenta estar sendo vítima de uma campanha orquestrada de desestabilização, rejeitando categoricamente as alegações e afirmando seu compromisso com a integridade institucional.

O comunicado oficial reafirma a legitimidade da liderança de Infantino e critica o que qualifica como esforços coordenados para enfraquecer a FIFA em momento delicado para o futebol global. A entidade mantém sua posição enquanto enfrenta pressões contínuas de seus membros internacionais.

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