Gilberto Gil lança álbum ao vivo 'Tempo rei' em quatro volumes

O legado musical perpetuado em disco
O cantor, compositor e violonista baiano Gilberto Gil imortaliza sua turnê de encerramento através de um álbum ao vivo Gilberto Gil dividido em quatro volumes. O projeto discográfico captura os melhores momentos de uma jornada musical que percorreu palcos brasileiros entre março de 2025 e março de 2026, consolidando-se como um dos últimos grandes eventos da carreira do artista de 84 anos.
Detalhes do lançamento inaugural
O primeiro volume do álbum ao vivo Gilberto Gil chega aos espaços de comercialização fonográfica na próxima sexta-feira, 26 de junho, data que marca o octogésimo quarto aniversário de nascimento do artista. A produção, sob responsabilidade da Gege Produções, contém oito faixas musicais integralmente autorais, acompanhadas de registros audiovisuais dirigidos por Rafael Dragaud e editados por Joana Swan.
Seleção de canções e cidades de gravação
A estrutura do trabalho reflete a diversidade geográfica da turnê, com registros realizados em diferentes cidades brasileiras. A faixa que abre tanto o roteiro da apresentação quanto os esforços promocionais do lançamento é "Palco", composição de 1980 que foi gravada em São Paulo. A música marca o tom introspectivo que permeia toda a experiência audiovisual do projeto.
Entre os oito números selecionados para esta primeira etapa encontra-se "Tempo rei", a composição homônima de 1984 que batiza toda a empreitada artística. Gravada em Belo Horizonte, esta canção inclui uma citação vocal de "Aqui e agora", lançada em 1977. Outras composições autorais presentes incluem "Banda um" (1982), capturada em Fortaleza, e "Eu vim da Bahia" (1965), registrada em Belo Horizonte com uma referência ao tema de domínio público "Meu divino São José".
Colaborações e composições memoráveis
O repertório do álbum ao vivo Gilberto Gil não se restringe apenas a criações autorais. "Cálice", a famosa parceria entre Gilberto Gil e Chico Buarque de 1973, integra a seleção do primeiro volume com uma citação instrumental de "Bat macumba", realizada em colaboração com Caetano Veloso. Esta gravação foi captada em Belo Horizonte durante a turnê. Outra destacada é "Domingo no parque", composição de 1967 registrada no cenário do Teatro da Paz em Belém.
Complementam a listagem "Procissão", parceria entre Gilberto Gil e Edy Star de 1965, gravada no Rio de Janeiro, e a interpretação de "Eu só quero um xodó", clássico composto por Dominguinhos e Anastácia em 1973. Esta última recebe uma abordagem única durante a apresentação capturada em Belo Horizonte.
Cronograma de lançamentos futuros
O projeto segue um calendário de divulgação estratégico. O segundo e terceiro volumes chegam ao mercado em datas subsequentes ainda a serem confirmadas, enquanto o quarto e final volume está previsto para novembro do ano em curso. Além dos lançamentos individuais em formato digital e físico padrão, uma caixa especial contendo edições dos quatro discos em vinil será disponibilizada simultaneamente ao último volume.
Significado artístico da iniciativa
A transformação da turnê em álbum ao vivo Gilberto Gil representa um marco importante na trajetória de sete décadas do artista. O retrospectivo intitulado "Tempo rei" funciona como uma celebração de sua obra, trazendo ao palco composições que abrangem desde as criações dos anos 1960 até trabalhos mais recentes, demonstrando a longevidade criativa de um dos maiores nomes da música brasileira.
A produção audiovisual elevada, com direção cinematográfica de Rafael Dragaud, transforma cada apresentação em uma experiência visual que complementa as narrativas musicais. Essa abordagem multimídia garante que os fãs e apreciadores possam reviver os momentos especiais de uma turnê que o próprio artista havia anunciado como possivelmente a última de grande escala de sua carreira.
