Diario Público 365 Días

Irã relata explosão de petroleiros em minas no Estreito de Ormuz

Irã relata explosão de petroleiros em minas no Estreito de Ormuz
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/17/guarda-revolucionaria-afirma-que-dois-petroleiros-explodiram-apos-colidirem-com-minas-em-ormuz.ghtml

Irã anuncia explosão de petroleiros após colisão com minas

A Guarda Revolucionária iraniana comunicou na noite de sexta-feira que dois navios petroleiros explodiram e pegaram fogo ao atravessarem uma região com minas no Estreito de Ormuz. Segundo a instituição militar ideológica do Irã, a explosão de petroleiros ocorreu enquanto os navios tentavam passar pela zona minada ao sul do estreito, conforme divulgado pela agência oficial Irna através de comunicado no Telegram.

O anúncio da explosão de petroleiros representa um novo capítulo na crise de segurança marítima que afeta a região estratégica do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária alegou que os navios utilizaram "artimanhas conduzidas por agências de inteligência dos Estados Unidos" para tentar atravessar a área perigosa, embora o comunicado não tenha fornecido informações sobre a bandeira das embarcações ou possíveis vítimas do incidente.

Conforme reportado pela mídia estatal iraniana, quatro navios adicionais foram impedidos de prosseguir pelo Estreito de Ormuz, intensificando as preocupações sobre o impacto nas rotas comerciais internacionais que dependem dessa passagem crucial para o transporte de petróleo e outros recursos.

Escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos

O incidente dos petroleiros ocorre em contexto de intensificação das hostilidades militares entre Teerã e Washington. Mohsen Rezai, assessor militar do líder supremo iraniano, ameaçou lançar "uma ofensiva total" caso os ataques estadunidenses prossigam por mais de "dois ou três dias". Em comunicado televisionado, Rezai alertou que "o Irã deixará de se limitar a responder, e nenhuma fronteira estará segura".

As declarações do assessor militar refletem o clima de escalada que se intensificou após o colapso do acordo de cessar-fogo entre os dois países na semana anterior. Washington e Teerã vêm testando mutuamente seus limites em uma progressão de confrontos militares que não mostra sinais de arrefecimento próximo.

Sétima noite consecutiva de ataques estadunidenses

Na sexta-feira em questão, as Forças Armadas dos Estados Unidos executaram ataques contra alvos no Irã pela sétima noite consecutiva. Segundo comunicado do Exército norte-americano, os bombardeios buscam "continuar degradando as capacidades militares iranianas" e enfraquecimento da infraestrutura defensiva do país.

A mídia estatal iraniana reportou que pelo menos cinco pontes foram destruídas no sul do território nacional durante os ataques aéreos. Na região de Bandar Khamir, porto localizado no sul, bombardeios contra pontes e à estação ferroviária resultaram na morte de sete pessoas, conforme informações de agências locais. Adicionalmente, um aeroporto foi atingido em Iranshahr, município situado em província que faz fronteira com o Paquistão e mais afastado da costa.

Preocupações com ataques à infraestrutura civil

O governo iraniano acusa os Estados Unidos de atacar deliberadamente instalações civis, incluindo pontes em áreas residenciais e infraestrutura essencial. Teerã sustenta que esses ataques constituem violações do direito internacional humanitário e objetivos militares desproporcionais.

António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas, expressou preocupação significativa com a escalada de hostilidades. Seu porta-voz destacou especialmente os "ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região", reiterando chamado para contenção das operações militares e retorno às negociações diplomáticas.

Contexto da crise no Golfo Pérsico

O Estreito de Ormuz permanece como um dos pontos mais estratégicos e sensíveis do planeta, responsável pela passagem de aproximadamente um terço do petróleo comercializado mundialmente. Qualquer interrupção ao tráfego na região gera impactos significativos nos mercados energéticos globais e na economia internacional.

A presença de minas navais, combinada com a deterioração das relações diplomáticas, cria ambiente de instabilidade permanente para navegação comercial. Operadores de navios e seguradoras marítimas monitoram constantemente a situação para avaliar riscos de seguros e viabilidade de transitar pela rota.

A dinâmica atual sugere que sem intervenção diplomática substancial, a região enfrentará período prolongado de tensão operacional, afetando cadeias de suprimento globais e determinando fluxos de energia para mercados internacionais dependentes de petróleo do Golfo Pérsico.

Também em Mundo

Criptomoedas

Bitcoin (BTC) $63,898 ▲ 0.66%
Ethereum (ETH) $1,841 ▼ 0.53%
BNB $566 ▼ 0.88%
Solana (SOL) $75 ▲ 0.12%

Divisas

EUR/USD1.1435
USD/JPY162.3500